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Tradução de Carlos Portela
Ter autonomia de espírito, ter consciência do mundo e fazer fazer escolhas próprias é melhor, de longe, do que ser passivamente feliz em prejuízo destas coisas. (Anthony Grayling)
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Tradução de Carlos Portela
Hoje na aula de Filosofia, um aluno fez a seguinte pergunta ao seu professor:
John Millais, Ophelia (1890)
Álvaro de Campos, num estilo bem perturbador, adianta:
«Se te queres matar, porque não te queres matar?/Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida, / Se ousasse matar-me, também me mataria.../Ah, se ousares, ousa!»
Estes versos, ainda que preludiem a defesa do suicídio no decurso do poema, denotam a ousadia que é necessário ter para atentar contra a nossa própria vida. E o que é a ousadia, senão o temor proveniente do risco da transgressão, do trespassar o pesado véu das convenções e normas morais, sabendo-se que por detrás do pesado véu há um princípio claro e evidente, embora difícil de destrinçar, que nos impede de praticarmos o suicídio?
Fascinante viagem pela História da Arte através do rosto feminino. O vídeo tem por título "Women in Art" e foi realizado por Philip Scott Johnson.
Vídeo gentilmente enviado pela colega Teresa Agostinho
Em filmes como: Matrix, 13.º Andar ou Desafio Total, é explorada a possibilidade de vivermos uma realidade virtual induzida por um super-computador. As pessoas que estão na Matrix, por exemplo, são levadas a pensar que vivem num mundo físico com edifícios, condições atmosféricas e automóveis, mas esse mundo existe apenas na sua mente. (…)
Vou contar-te um caso dramático. Já ouviste falar das térmitas, essas formigas brancas que, em África, constroem formigueiros impressionantes, com vários metros de altura e duros como pedra? Uma vez que o corpo das térmitas é mole, por não ter a couraça de quitina que protege outros insectos, o formigueiro serve-lhes de carapaça colectiva contra certas formigas inimigas, mais bem armadas do que elas. Mas por vezes um dos formigueiros é derrubado, por causa de uma cheia ou de um elefante (os elefantes, que havemos nós de fazer, gostam de coçar os flancos nas termiteiras). A seguir, as térmitas-operário começam a trabalhar para reconstruir a fortaleza afectada, e fazem-no com toda a pressa. Entretanto, já as grandes formigas inimigas se lançam ao assalto. As térmitas-soldado saem em defesa da sua tribo e tentam deter as inimigas. Como nem no tamanho nem no armamento podem competir com elas, penduram-se nas assaltantes tentando travar o mais possível o seu avanço, enquanto as ferozes mandíbulas invasoras as vão despedaçando. As operárias trabalham com toda a velocidade e esforçam-se por fechar de novo a termiteira derrubada... mas fecham-na deixando de fora as pobres e heróicas térmitas-soldado, que sacrificam as suas vidas pela segurança das restantes formigas. Não merecerão estas formigas-soldado pelo menos uma medalha? Não será justo dizer que são valentes?
Usamos muitas vezes este provérbio, sem pensarmos muito nele. Faz parte da sabedoria popular. Mas não resiste à nossa reflexão. É usado frequentemente como desculpa para muitos abusos. Por exemplo, no caso em que se considera que explorar a boa vontade de alguém que não se manifesta contra essa exploração, é moralmente permissível. Se essa pessoa não se manifestar, então, implicitamente, dá o seu consentimento.
Imagine que é um brilhante cientista que criou um andróide muito semelhante ao andróide Commander Data da série Strar Trek (Caminho das Estrelas). Contudo, algo de terrível acontece.Adaptado de Luis Rodrigues, Filosofia 10.º ano, Plátano Editora
Comemora-se hoje cinquenta anos sobre a morte de Albert Camus.




“Viver para quê? Ensaios sobre o sentido da vida”, Organização, tradução de textos e introdução de Desidério Murcho; Dinalivro, Lisboa, 2009.

O Kiva é um sistema de micro-empréstimos directos entre pessoas individuais. O conceito não é novo, foi posto em prática em 1976 por Muhammad Yunus, iniciativa de grande sucesso que lhe valeu a distinção do prémio Nobel da Paz, em 2006. A novidade deste sistema é que funciona exclusivamente através da internet.
As pessoas a quem fazemos o empréstimo são reais e é possível conhecer um pouco da sua história, do seu projecto para combater a situação de pobreza em que vivem.
O que mais atrai neste projecto é o facto de não nos pedir para “dar” mas sim para emprestar; apostar nas capacidades de cada um e, através desse empréstimo, melhorar as suas condições de vida, da sua família e da sua comunidade. É um enorme voto de confiança na capacidade empreendedora destas pessoas.
Os empréstimos, num mínimo de 25 Dólares (17,10 Euros), são feitos através da organização Kiva, que mantém o processo o mais transparente possível e não tem fins lucrativos. Como garantia, tem como principal fiador Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos.
O pagamento do empréstimo é feito num período de seis a doze meses e o Kiva envia-nos regularmente uma newsletter que nos informa do sucesso do nosso empreendedor.
Quando, findo esse prazo, o nosso empréstimo é pago, somos livres de receber o valor ou voltar a emprestar a outro empreendedor.
Trata-se de uma experiência única, que nos liga a outro homem ou a outra mulher, ajudando-o(a) a conquistar a sua independência económica, o bem-estar da sua família, o cumprimento de pequenos projectos, até agora longínquos sonhos profissionais e pessoais.
Há quem sugira que os empréstimos mais eficazes são os que têm como destinatários mulheres/ mães, porque a sua prioridade é, quase naturalmente, a melhoria das condições de alimentação, de saúde e de educação dos seus filhos e menos o crescimento ou o sucesso dos seus negócios, como acontece em geral com os homens, pelo que a transformação da realidade destas comunidades é mais rapidamente conseguida.
Um exemplo: A Yolanda tem 59 anos, é de El Salvador, precisa de 1000$, no total, para comprar mercadorias e melhorar o seu pequeno negócio de comidas e bebidas.
Vale a pena uma visita ao site http://www.kiva.org/

