Em época de avaliações, vale a pena lembrar que aprender exige persistência e trabalho. A magia vem depois. O mais importante é não desistir dos sonhos, mesmo quando os resultados não são os melhores.
Fonte: eduforum.pt
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Ter autonomia de espírito, ter consciência do mundo e fazer fazer escolhas próprias é melhor, de longe, do que ser passivamente feliz em prejuízo destas coisas. (Anthony Grayling)
O argumento da tolerância é, para quem defende o relativismo moral cultural - teoria metaética segundo a qual os factos morais são instituídos pela sociedade variando de sociedade para sociedade e de época para época -, um factor de coesão e respeito entre culturas. Mas o mesmo é contraditório. Se a maioria das pessoas de uma cultura for intolerante para com outra, para sermos coerentes teríamos de aceitar e tolerar a intolerância como sendo correcta. Teríamos de aceitar a intolerância em nome da tolerância.
O subjectivismo moral é uma teoria metaética que defende que o valor de verdade dos juízos morais depende do ponto de vista de cada um. Ouvimos frequentemente que «cada um tem a sua opinião». É verdade que cada um tem a sua opinião, não é o direito das pessoas pensarem como pensam que está em causa, mas se aplicarmos este princípio à ética, implicaria que todos os juízos morais fossem verdadeiros, pois para cada sujeito que o faz, ele é verdadeiro. Sendo assim, não haveria a possibilidade de haver juízos morais falsos. 
Descartes - As regras do método
Bertrand Russel - A importância da clareza do pensamento
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René Magritte
"À questão «deverá o tolerante tolerar o intolerante?», deverá ser dado em resposta um retumbante «não». A tolerância tem de se proteger a si própria. Pode fazê-lo facilmente, dizendo que todos podem expor um ponto de vista mas ninguém pode forçar os outros a aceitá-lo. A única coerção deve ser a da argumentação; a única obrigação, o raciocínio honesto. (...)
O Emotivismo é uma forma de subjectivismo moral que defende a ideia de que os nossos juízos morais exprimem apenas emoções e sentimentos não tendo por isso, valor de verdade. As nossas preferências valorativas não exprimem verdades ou falsidades são apenas exclamações. Foi defendida por filósofos como Charles Stevenson ou Bertrand Russel.
Usamos frequentemente juízos morais em diferentes situações do dia-a-dia, quando aprovamos ou não a conduta de um amigo, o comportamento de um político ou mesmo de um personagem de ficção. Na maioria dos casos, os juízos morais aplicam normas ou princípios morais a situações específicas. Para justificarmos racionalmente os nossos juízos, argumentamos, mas os argumentos morais têm características específicas, consideremos o seguinte exemplo:
(…) É frequente associar "Toda a gente faz o mesmo" à ideia de que é impossível mudar o que quer que seja. A forma mais comum que este argumento assume é a seguinte: "Sempre foi, é e será assim!" O que se pretende dizer com isto, naturalmente, é que como algo sempre ocorreu de dada maneira no passado continuará a ocorrer dessa maneira daqui em diante, façam as pessoas o que fizerem. Este argumento indutivo deve ser persuasivo, uma vez que é tão frequentemente evocado. No entanto, a sua conclusão é falsa.
(...) Tal como o facto de toda a gente fazer o mesmo não torna uma acção correcta, também o facto de ninguém, ou quase, praticar uma acção a torna incorrecta. Suponhamos que na comunidade esquimó onde toda a gente tem por tradição colocar os idosos na rua durante as noites de Inverno, alguém decide confortá-los, acarinhá-los e ajudá-los a passar o melhor possível os seus últimos dias de vida, à semelhança do que se faz na nossa sociedade. O facto de esta acção ser apenas praticada por um membro da comunidade torna-a errada? A resposta, claro, é não. Uma forma de conduta rara não é necessariamente uma forma de conduta errada. Muitas das práticas hoje comuns na sociedade ocidental começaram por ser defendidas e praticadas por um número muito restrito dos seus membros e só com o tempo ganharam aceitação geral. A conclusão a tirar é óbvia: a popularidade (ou a sua ausência) não é suficiente para decidir se uma acção é ou não correcta. A acção ou prática pode ser boa ou má, correcta ou incorrecta, mas não certamente por toda a gente proceder ― ou não ― dessa maneira. (…)"
"Antigamente os esquimós colocavam os seus anciãos na rua durante a noite e no Inverno quando estavam às portas da morte. Se um de nós, ao observar esta prática, perguntasse "Acha isto correcto?" e o esquimó respondesse "Toda a gente faz o mesmo", consideraríamos essa resposta satisfatória? Talvez a primeira coisa que sentíssemos fosse uma certa estranheza derivada de nos parecer que a resposta não respondia à pergunta. A pergunta não era acerca do número de pessoas que pratica a acção, mas da sua correcção. A resposta é, portanto, irrelevante para a questão.
Waris Dire é uma modelo somali que ficou conhecida por ser a primeira figura pública a admitir ter sido excisada e a denunciar esta prática cultural que continua, hoje, a mutilar e a matar milhares de raparigas. O seu livro "Flor do Deserto" é a obra mais conhecida sobre o tema. Em 2002, abandonou a passerelle, dedicando-se à fundação que criou para combater esta prática: a http://www.waris-dirie-foundation.com/en/
frequentemente com outras raparigas. (...)