Ter autonomia de espírito, ter consciência do mundo e fazer fazer escolhas próprias é melhor, de longe, do que ser passivamente feliz em prejuízo destas coisas. (Anthony Grayling)
19.5.10
Filmes, algumas sugestões
A.I. (Inteligência Artificial) (2001) Steven Spielberg - Inteligência artificial:
Blade Runner (O caçador de andróides) (1982) de Ridley Scott - Inteligência Artificial
Home - O Mundo é a nossa casa (2009), Yann Arthus-Bertrand - A industrialização e o Impacto Ambiental:
The Island (A Ilha) 2005 de Michael Bay - A clonagem humana:
Mar Adentro (2007) Alejandro Amenábar - Eutanásia:
18.5.10
Honestidade...
Vale a pena reflectir...
16.5.10
Paradoxo do hedonismo


15.5.10
O que fará uma vida ter sentido?
Jessica Watson, é uma jovem australiana com dezasseis anos que velejou sózinha à volta ao mundo durante sete meses. Chegada a Sidney, onde foi recebida como heroína nacional, recusou esse epíteto dizendo sentir-se como qualquer pessoa que lutou para realizar um sonho. Considerando o esforço e as dificuldades vencidas, esta realização teve indiscutivelmente valor e deu sentido à sua vida. 11.5.10
O problema do livre-arbítrio
Seremos uma engrenagem numa máquina física e determinista ou uma transgressão aleatória?
Um excerto do filme "Waking Life" (2001), de Richard Linklater, encontrado no blogue Dúvida metódica
9.5.10
Ciência e Moral
Sam Harris, argumenta neste vídeo a favor da ideia de que a ciência, os factos, são fundamentais no esclarecimento do que deve ser uma vida boa.
4.5.10
"Medeia" - A nova peça dos Gambuzinos
Sábado, dia 8 de Maio, o grupo de teatro "Os Gambuzinos", estreia a peça: "Medeia" no Centro Cultural Gonçalves Sapinho.SINOPSE:
" Eurípedes, dramaturgo da Grécia antiga, constrói o retrato psicológico de Medeia,
numa das mais duras e impressionantes tragédias da dramaturgia universal.
Medeia, oscila entre o amor e o ódio e ao ser traída pelo seu esposo Jasão
é acometida por uma fúria terrível que a leva a perpetrar uma terrífica e insana vingança.
A recriação poética de Sophia de Mello Breyner Andresen acentua a beleza trágica da peça. "
O dilema do prisioneiro
Vincent Van Gogh, Ronda dos prisioneiros (1890)- Se Smith confessar e o leitor não o fizer, a situação ficará invertida - ele será libertado e o leitor condenado a dez anos;
- Se ambos confessarem, no entanto, cada um será condenado a cinco anos;
- Mas se nenhum confessar, não haverá provas suficientes para condenar qualquer dos dois. Poderão mantê-los detidos durante um ano, mas depois terão de libertá-los.
Por fim, comunicam-lhe que Smith teve a mesma proposta; mas o leitor não pode comunicar com ele e não tem maneira de saber o que Smith vai fazer.
O problema é o seguinte: partindo do princípio que o seu objectivo é passar o menor tempo possível na cadeia, o que deve fazer? Confessar ou não confessar? Para os objectivos deste problema o leitor deve esquecer ideias como as relativas a manter a sua dignidade, lutar pelos seus direitos e coisas do género. O problema não é sobre isso. Deve também esquecer a preocupação de ajudar Smith. Este problema diz estritamente respeito ao cálculo do que é do seu melhor interesse fazer. A questão é: O que poderá libertá-lo mais rapidamente? Confessar ou não confessar?
Pode parecer à primeira vista que a questão não pode ser respondida a menos que saibamos o que Smith vai fazer. Mas isso é uma ilusão. O problema tem uma solução perfeitamente clara: Faça Smith o que fizer, o leitor deve confessar. Isto pode ser demonstrado pelo seguinte raciocínio:
1. Ou Smith irá confessar ou não;
2. Suponhamos que Smith confessa. Então se o leitor confessar será condenado a cinco anos, enquanto se não confessar apanhará dez. Logo, se ele confessar, o leitor ficará melhor se confessar também;
3. Suponhamos por outro lado, que Smith não confessa. Nesse caso o leitor fica na seguinte posição: Se confessar será libertado, enquanto se não confessar ficará detido um ano. É claro, então, que mesmo que Smith não confesse será melhor para si fazê-lo;
4. Logo, o leitor deve confessar. Isso vai colocá-lo em liberdade mais cedo, independentemente do que Smith fizer.
(...) Partindo do princípio de que Smith não é estúpido, chegará [também] à conclusão, a partir do mesmo raciocínio, de que deve confessar. Assim, o resultado será que ambos vão confessar, e isto significa que ambos vão ser condenados a penas de cinco anos. Mas se tivessem ambos feito o contrário, cada um teria saído em liberdade ao fim de apenas um ano. É este o problema. Por terem procurado defender os seus próprios interesses, ambos acabam em piores circunstâncias do que se tivessem agido de forma diferente. É isto que faz do dilema do prisioneiro um dilema. É uma situação paradoxal. O leitor e Smith obteriam melhores resultados se fizessem simultaneamente o que não corresponde aos melhores interesses individuais de cada um. (...)
O dilema do prisioneiro, apesar de fictício, ilustra o que se passa na vida real. Situações do tipo do dilema do prisioneiro ocorrem sempre que se verificam duas condições:
1. Tem de ser uma situação na qual os interesses das pessoas são afectados não apenas pelo que elas mesmas fazem mas também pelo que fazem aos outros; e
2. Tem de ser uma situação na qual, paradoxalmente, todos acabem pior se tentarem individualmente defender os seus próprios interesses do que se fizerem simultaneamente o que não serve os seus interesses individuais.
Este tipo de situação acontece na vida real com mais frequência do que poderíamos pensar.(...)"
James Rachels, Elementos de Filosofia Moral, Gradiva (2004), pp. 209-211
3.5.10
Ética, Razão e Emoções
"[C]omo a moral influencia as acções e emoções, segue-se que não pode derivar da razão, pois a razão por si, como já provámos nunca pode exercer tal influência. A moral excita paixões e produz ou impede acções. A razão por si é totalmente impotente neste aspecto. Logo, as regras da moral não são conclusões da nossa razão.24.4.10
Revista Crítica - "Diálogo sobre a ética kantiana"
Francisca: Pois eu nunca engoli muito bem a ética kantiana. Dá excessiva importância à intenção, mas esquece-se de que na prática só temos acesso às consequências.
Maria: O quê? A mim parece-me uma excelente teoria. Julgo que o imperativo categórico ("Age unicamente de acordo com a máxima que te permita querer a sua transformação em lei universal") é realmente um princípio ético fundamental e universal. Fundamental porque é dele que brotam todos os nossos juízos morais, e universal porque qualquer agente racional tem de o aceitar. (...)"
Continuar a ler.
19.4.10
A insatisfação da Razão
David: Já leste os textos recomendados?
Ana: Claro! achei-os muito interessantes. Kant é mesmo um filósofo genial.
David: Explica lá então, por que razão não nos satisfazemos com as limitações do nosso conhecimento?
Ana: Como sabes, Kant defende que só podemos conhecer o que podemos intuir. Tudo começa com a intuição dos objectos no espaço e no tempo - as formas ou estruturas da sensibilidade. Por consequência, só intuímos realidades empíricas, aquelas que podemos perceber naquelas estruturas.
David: Estou a ver. Podes dar um exemplo?
Ana: Ouviste aquela moto que passou? A moto provocou em nós uma certa impressão, nós conseguimos situar o barulho e a visão da moto num certo espaço (a rua) e num certo tempo (dezasseis horas e cinco minutos). Só podemos intuir objectos que estejam no espaço e no tempo.
David: Pois... sendo assim, a sensibilidade desempenha um papel muito importante no conhecimento.
Ana: Claro! mas não é suficiente. Para haver conhecimento é preciso que o entendimento entre em cena. Por isso podemos dizer que todo o conhecimento começa com a experiência mas não deriva dela. A sensibilidade recebe as impressões e estabelece entre elas uma relação espácio-temporal mas não sabe explicar a razão, não estabelece uma relação de causa-efeito. Esta parte cabe ao entendimento.
David: Podes dar um exemplo?
Ana: Consideremos duas impressões sensíveis: o aumento da temperatura e a dilatação de um corpo. A sensibilidade recebe as impressões e estabelece uma sucessão temporal desconhecendo que estão necessariamente ligadas. Isto só acontece quando o entendimento aplica o conceito de causa, o qual permite estabelecer relações de dependência entre estes dois fenómenos. O conceito de causa é uma forma ou estrutura além de outras, com as quais o entendimento humano está equipado. Kant chama-lhes conceitos a priori ou categorias do entendimento.
David: Muito interessante. Continua.
Ana: Só podemos conhecer os dados sensíveis, os fenómenos. Mas pensar é diferente de conhecer. Nada nos impede de pensarmos noutras realidades, os númenos. O conhecimento é condicionado e limitado, mas isso não exclui a existência de uma realidade que não podemos conhecer. A realidade não se reduz ao mundo dos fenómenos, aos objectos que podemos conhecer estabelecendo relações de causa e efeito pelo entendimento. É legítimo pensar que existe muito mais.
David: É por isso que a nossa razão é por natureza insatisfeita, com vontade de conhecimento absoluto...
Ana: Isso mesmo, exige que continuemos além do condicionado e que procuremos a causa incondicionada - a causa última - independentemente da sua existência ou, da possibilidade de a razão a alcançar.
David: "Conhece como se fosse possível atingir o conhecimento absoluto"...
Ana: É isso tudo. A razão "empurra" o entendimento levando-o a estabelecer relações causais entre os fenómenos como se fosse possível prolongá-las até encontrar a causa incondicionada. Mas isso implicaria a possibilidade da razão conhecer além da realidade espácio-temporal, o que claramente não é possível. Contudo, a razão insatisfeita, procura incessantemente decifrar o enigma que é o universo na sua totalidade.
18.4.10
Conhecimento e justificação
Ana: Haverá alguma forma de as nossas crenças constituirem conhecimento sem recorrer à justificação última?10.4.10
Faz o que quiseres e tem uma vida boa

Porque – de onde vêm os remorsos? Para mim é claríssimo: da nossa liberdade. Se não fôssemos livres, não poderíamos sentir-nos culpados (nem orgulhosos, evidentemente) de nada e evitaríamos os remorsos. (…)
Responsabilidade é saber que cada um dos meus actos me vai construindo, inventando. Ao escolher aquilo que quero, vou-me transformando pouco a pouco. Todas as minhas decisões deixam a sua marca em mim antes de as deixarem no mundo que me rodeia. E, evidentemente, depois de aplicada a minha liberdade de ir-me construindo um rosto, já não posso assustar-me com o que vejo ao espelho quando me olho… Se ajo bem ser-me-á cada vez mais difícil agir mal (e inversamente, por infelicidade): assim, o ideal é irmos apanhando o vício… de viver bem. (…)
(…) o que interessa à ética, o que constitui a sua especialidade, é como viver bem a vida humana, a vida que decorre entre seres humanos. Se não soubermos como arranjar-nos para sobreviver frente aos perigos naturais, perderemos a vida, o que é, de certeza, muito aborrecido; mas se não fizermos ideia do que seja a ética, o que perdemos e desperdiçamos será a humanidade da nossa vida, e isso, francamente, também não tem graça nenhuma.”
Savater, Fernando, Ética para um jovem, Editorial Presença, Lisboa, 1995, pp. 74, 77 e 82.
9.4.10
O valor moral de uma acção depende da intenção ou das consequências?
Provébios Populares
" [Suponha] o caso seguinte: alguém tem em seu poder um bem alheio que lhe foi confiado em depósito pelo seu dono, que entretanto faleceu sem que os seus herdeiros saibam nem possam vir a saber nunca desse depósito.
(...) O possuidor desse depósito, exactamente nessa altura, caiu na ruína total, vendo a sua família, mulher e filhos aflitos e cheios de privações, e sabe que ao apropriar-se do depósito poderia livrar-se de privações num abrir e fechar de olhos.
Além disso, suponhamos que o nosso homem é filantropo e caritativo, enquanto os herdeiros são ricos e egoístas, e de tal modo gastadores que, acrescentar o depósito à sua fortuna seria como atirá-lo directamente ao mar."
I. Kant, Sobre o lugar comum: isso pode ser correcto em teoria, mas não vale na prática, AK, VIII, 286-287 (texto adaptado)
O problema da fundamentação da moral
8.4.10
David Hume, além da experiência dois...
David Hume, além da experiência...
Ana: Podes explicar-me em que experiência se baseia a noção de causalidade?7.4.10
Agostinho da Silva
Nasceu a 13 de Fevereiro de 1906 no Porto e faleceu em 3 de Abril de 1994, com 88 anos de idade. Além de professor, filósofo e investigador, Agostinho Baptista da Silva foi um grande escritor. No seu currículo constam mais de 60 obras.1.4.10
O Sentido da existência
Dá que pensar!...
Fonte: edu.forun



