25.4.11

25 de Abril, Dia da Liberdade



A democracia é o pior de todos os sistemas... com excepção de todos os outros.

Winston Churchill

20.4.11

Comer animais com amabilidade?

Os animais têm interesse pela sua própria vida. Devemos nós atender a esse interesse?


"Muitas pessoas opõem-se à criação intensiva de animais por causa do sofrimento terrível infligido aos animais, mas não consideram objectável comer animais que são mortos de forma indolor depois de terem sido criados em condições que não são piores, e que talvez até sejam melhores, do que as condições típicas do ambiente natural. Designaremos esta última prática, na qual os animais são criados para consumo humano mas em condições decentes, como 'carnivorismo benigno'. "


Em Comer animais com amabilidade, de Jeff McMahan, ensaio incluído em Os animais têm direitos? Perspectivas e argumentos, Organização e tradução de Pedro Galvão ( já aqui divulgado).
Uma entre muitas outras perspectivas avaliadas nesta antologia, que podem ser muito interessantes e úteis aos alunos que estão a trabalhar este tema.

19.4.11

Fé e ciência, por Richard Dawkins

Richard Dawkins (evolucionista e popular escritor de divulgação científica britânico) apresenta, neste vídeo, alguns argumentos a favor da sua crença de que a fé e a ciência são perspectivas inconciliáveis sobre o mundo. Para os alunos que estão a trabalhar questões acerca da religião, e para os outros, pode ser interessante.
Encontrei este vídeo no blog dúvida metódica.

18.4.11

Discriminação e Homossexualidade

A Homossexualidade não é uma condição do nosso tempo. Embora hoje se fale mais abertamente a verdade é que a homossexualidade sempre existiu embora por vezes os homossexuais tenham sido ostracizados em algumas culturas em determinadas épocas. Virginia Woolf, Elizabeht Bishop, Marguerite Yourcenar, Greta Garbo, Oscar Wilde, Tchaikovsky, Leonardo Da vinci, Lord Byron, William Shakespeare, Michelangelo, entre muitos outros, foram famosos homossexuais.


Não se trata de uma simples escolha, doença ou aberração, mas uma condição natural que deve ser encarada a par da heterosexualidade pois têm a mesma origem e razão de ser. Ainda hoje, muitas pessoas e mesmo em algumas sociedades ou culturas - a homossexualidade é motivo para pena de morte no Irão, por exemplo, discriminam aquela condição. Em parte devido à educação que tiveram. Esta transmitiu-lhes (e transmite muitas vezes), a mensagem de que a homossexualidade é uma coisa anormal, doentia, depravada e repugnante. Anormal porque é contra a natureza ou à vontade divina, doentia e depravada porque não tem qualquer propósito além do prazer. Estes argumentos naturalistas, religiosos ou com base nas regras sociais reflectem apenas preconceitos. Em primeiro lugar o que é a normalidade? Este é um conceito relativo e circunstancial. É a diferença e a singularidade que definem a condição humana não a homogeneidade. Neste sentido o que é normal é a diferença. É certo que todos temos necessidade de termos algo em comum numa comunidade, mas esta caracteriza-se pela multiplicidade e heterogeneidade. A homogeneidade é redutora e assustadora quer na natureza quer na cultura. O argumento religioso não é forte, é um argumento baseado na autoridade dos livros religiosos. Afinal por que razão atribuímos autoridade à Bíblia (ou outros livros religiosos)? Por ser um livro inspirado por Deus. E como sabemos da existência de Deus? Com base na Bíblia. Além disso os princípios éticos não devem depender só da vontade de Deus senão tornam-se arbitrários. Quem condena a homossexualidade com base no argumento de que “o prazer pelo prazer” é algo condenável em si mesmo, está a raciocinar mal. Procurar ser feliz, ter uma vida aprazível é um direito de todos nós. O facto do prazer não ser algo condenável em si mesmo não implica que valorizemos apenas o prazer, que sejamos meramente hedonistas. Além disso a sexualidade não se limita à procriação não é apenas um meio ao serviço da preservação da espécie, faz parte da nossa condição.


Ser homo ou heterossexual é um assunto privado que apenas diz respeito a cada um de nós. A orientação sexual das pessoas não deve ser limitadora dos seus direitos e deveres nem deve ser julgada de ânimo leve. Temos de ter presente que faz parte de quem somos, da nossa identidade. Rejeitá-la é condenar e destruir o nosso ser. Penso assim que a homossexualidade deve ser vista como apenas uma condição do ser e uma forma de viver.


Rute Madaleno 11.º E


Trabalho originalmente publicado no jornal Toque de Saída, n.º 16

16.4.11

O que é uma sociedade justa?

Aqui ficam algumas ligações úteis especialmente para os alunos que vão debater o problema da justiça:


Democracia e Anarquismo, por Robert A. Dahl;

A Teoria Contratualista, por Luís Filipe Benttencourt.

Textos que constam da Crítica, revista de Filosofia online.

O problema da Justiça

«Habitualmente fala-se de Justiça em dois sentidos: retributivo e distributivo.


Quando pensamos na justiça em termos de retribuição, referimo-nos às punições e castigos que o Estado inflige a quem comete crimes e infracções. Quando um criminoso é preso e sentenciado, ouvimos dizer ou que se fez justiça ou que a pena foi desadequada e que o sistema de justiça falhou. Costuma-se caracterizar genericamente a justiça dizendo que o justo é dar a cada um o que lhe é devido. A actividade dos seres humanos em sociedade produz benefícios e encargos.


A questão da justiça distributiva é a de saber como cada qual vai receber o que é devido quer em termos de encargos necessários ao funcionamento da sociedade e do Estado (os impostos, por exemplo) quer em termos de benefícios (educação, assistência médica, dinheiro, poder, autoridade). Dado que não há recursos suficientes para que todos recebam aquilo que gostariam de ter e tudo o que precisam, como decidir quem fica com o quê? Qual o critério? Devemos todos receber uma igual quantidade? Devem receber mais os que mais precisam? Devem ser beneficiados os que têm mais competência e mérito? A estas questões tentaram responder diversas teorias da justiça.»

Luís Rodrigues, Filosofia 10.º ano, vol. 1, Plátano Editora, pág. 233

Imagem: Eduard Munch, O Grito

O que é a Filosofia Política?

Acrópole de Atenas, Templo mandada edificar por Péricles no ano 450 a.C. dedicado à deusa Atena

«A Filosofia Política é a disciplina filosófica na qual se discute o modo como a sociedade deve estar organizada. A melhor maneira de abordarmos esta disciplina (como quaisquer outras) é conhecendo os problemas de que trata. Antes disso, farei algumas considerações sobre a natureza deste problemas. Os problemas de Filosofia Política possuem um elevado grau de generalidade e de abstracção: isto significa que não se trata de analisar problemas sociais e políticos contextualizados num dado país ou num determinado momento mas, antes, de reflectir sobre questões social e politicamente transnacionais. Os problemas de Filosofia Política são, sobretudo, problemas conceptuais, por oposição aos problemas empíricos tratados em disciplinas como a Ciência Política, a Sociologia ou a Economia. Por muito que observemos as sociedades, ou por mais que descrevamos os seus sistemas políticos, não encontraremos resposta para a questão fundamental da Filosofia Política: como deveremos organizar a sociedade? Algo análogo se passa com a Ética: por mais que psicólogos e sociólogos descrevam como é que os seres humanos agem, não respondem ainda à questão ética de saber o que devemos fazer. Isto mostra, finalmente, que os problemas de Filosofia Política, tal como os problemas de Ética, originam uma reflexão que é sobretudo normativa, por contraste com os estudos descritivos feitos em sede científica.

[...] O filósofo político analisa conceitos como os de igualdade, liberdade, estado, democracia, tolerância, obediência, castigo, etc., a partir dos quais discute problemas como: O que é a liberdade? Em que consiste a igualdade? Será possível atingi-las ou realizá-las? Se assim for, como deveremos organizar-nos para as conseguir? O que é a discriminação? Serão injustas todas as formas de discriminação? Existe alguma justificação para dar um tratamento desigual a certos cidadãos? Ou deveremos sempre orientar-nos para a igualdade de tratamento? Que justificação se pode dar para as restrições impostas pelo Estado aos que violam a lei? Como fundamentar a privação de liberdade imposta a certos cidadãos? E existirão algumas circunstâncias nas quais devamos violar a lei? Quais e com que razões? E que argumentos existem para não o fazer? [...]»

António Paulo Costa, Problemas de Filosofia Política (Texto adaptado) Ler mais em: http://www.didacticaeditora.pt/arte_de_pensar/filosofiapolitica.pdf

14.4.11

Será a clonagem de seres humanos eticamente aceitável?


Aqui estão as ligações para alguns artigos do Crítica sobre este tema. Explorem este blog porque há outros bons artigos acerca destes e de outros temas que estão a ser trabalhados pelos alunos do 10º ano. Boas leituras e boas férias. http://blog.criticanarede.com/2009/06/sera-clonagem-de-seres-humanos.html e http://criticanarede.com/html/contraclonagem.html e, também, http://criticanarede.com/html/contrarifkin.html

9.4.11

Prémio UBI “Jovem Filósofo”

Prémio UBI “Jovem Filósofo” 2ª Edição

Candidaturas até 15 de Julho de 2011.

Estão abertas as candidaturas para a segunda edição do Prémio UBI “Jovem Filósofo”. Este prémio, que é uma iniciativa da Comissão do Curso de Licenciatura em Filosofia da Universidade da Beira Interior, destina-se a alunos que frequentam o Ensino Secundário e tem como propósito reconhecer um trabalho de excelência, submetido anonimamente a concurso, sobre um problema filosófico considerado relevante. Nesta segunda edição, o tema proposto é o seguinte: “Porque fazemos aquilo que fazemos?”.

23.3.11

Os Direitos dos Animais




Os Animais Têm Direitos? Perspectivas e Argumentos, organização e tradução de Pedro Galvão, Lisboa, Dinalivro, 2010, 240 pp.


Para os alunos que pretendem trabalhar esta questão.



22.2.11

Teste Intermédio - critérios de correcção


Ao clicarem AQUI terão acesso aos critérios de correcção do Teste Intermédio de Filosofia.

14.2.11

Testes intermédios

Aqui fica a informação do GAVE sobre os teste intermédios de Filosofia
Conteúdos programáticos:

MÓDULO II – A ACÇÃO HUMANA E OS VALORES

Unidade 1. A acção humana – análise e compreensão do agir

1.1. A rede conceptual da acção
1.2. Determinismo e liberdade na acção humana

Unidade 2. Os valores – análise e compreensão da experiência valorativa

2.1. Valores e valoração – a questão dos critérios valorativos
2.2. Valores e cultura – a diversidade e o diálogo de culturas

Unidade 3. Dimensões da acção humana e dos valores

3.1. A dimensão ético-política – análise e compreensão da experiência convivencial
3.1.1. Intenção ética e norma moral
3.1.2. A dimensão pessoal e social da ética – o si mesmo, o outro e as instituições
3.1.3. A necessidade de fundamentação da moral – análise comparativa de duas
perspectivas filosóficas.

21.1.11

A filosofia não é "adversarial"



Porque em filosofia argumentamos uns com os outros sobre questões filosóficas é natural pensar que a filosofia é um processo "adversarial" [antagónico] como dois advogados (o de acusação e o de defesa) que argumentam um contra o outro num tribunal. Contudo, há duas razões pelas quais esta comparação dos filósofos com os advogados não é boa. Em primeiro lugar, o objectivo de cada advogado é ganhar a causa do seu cliente — quer o seu cliente esteja inocente quer não. Pelo contrário, o objectivo de dois filósofos que se encontrem a argumentar um com o outro é chegar à verdade — seja ela qual for e seja quem for que tenha razão. Como um estudante afirmou, eloquentemente, o objectivo de cada advogado é ganhar a causa, quer ele tenha a verdade quer não, ao passo que o objectivo de cada filósofo é chegar à verdade, quer ele ganhe o argumento quer não. (Sendo os filósofos seres humanos, nem sempre são assim tão imparciais, mas o ideal é este.)
Em segundo lugar, num julgamento há uma autoridade (o juiz ou o júri) que os advogados tentam persuadir, e que em última análise determina se o acusado está ou não inocente. Em filosofia, pelo contrário, não há qualquer juiz ou júri com autoridade para tornar uma posição incorrecta e a outra correcta. Só existimos nós. Claro que alguns de nós sabem mais do que outros sobre questões filosóficas, e o mais sábio é ficar atento e aprender com quem sabe mais do que nós, mas quando chega o momento de tomar decisões relativamente a um tema filosófico somos todos igualmente responsáveis pelas nossas crenças e devemos por isso tomar, cada um de nós, as suas próprias decisões.

Richard E. Creel
Tradução de Desidério Murcho
Thinking Philosophically, Blackwell, Oxford, 2001, p. 88

16.1.11

Filosofia em Directo

No próximo dia 27 de Janeiro, quinta-feira, o livro Filosofia em Directo, de Desidério Murcho, será lançado com o jornal Público, por apenas mais 3,15€ .
Informação retirada do Crítica: blog de filosofia.

13.12.10

Ser consequente

Vincent Van Gogh, O semeador, 1888

«Ser consequente é a maior obrigação de um filósofo e a que mais raramente se encontra. As antigas escolas gregas fornecem-nos disso mais exemplos do que aqueles com que deparamos na nossa época sincretista, em que se fabrica um certo sistema de coligação de princípios contraditórios, repleto de desonestidade e de ligeireza, porque convém mais a um público que se contenta com saber de tudo alguma coisa, sem nada saber em suma, e com lançar a sua mão a todas as coisas.»
Kant, Crítica da Razão Prática, ed. 70, p. 35

3.12.10

Serão todas as acções explicadas em função do interesse pessoal?

O egoísmo psicológico é uma teoria descritiva sobre o comportamento humano. Segundo o egoísmo psicológico todas as acções são egoístas e as pessoas agem sempre em função do seu próprio interesse pessoal e para seu próprio benefício, ou seja, um acto egoísta é quando o agente deseja com a acção algo de bom para si, a acção tem como motivos o interesse pessoal do agente e tem como finalidade o seu prazer, a preocupação com os outros é uma ilusão. O egoísmo psicológico defende que todas as acções são egoístas, porque faz parte da natureza humana e que a realização de actos supostamente altruístas produz uma grande satisfação no agente, um estado de consciência aprazível e, por isso, o verdadeiro motivo desses actos não é fazer bem aos outros, mas produzir esse estado de consciência no próprio agente.

Eu discordo com as pessoas que defendem o egoísmo psicológico e com a teoria de que todas as acções são egoístas, pois a maioria das acções são egoístas mas nem todas o são. Se o egoísmo psicológico defendesse que algumas ou a maioria das acções são egoístas, nesse caso eu concordaria completamente.

Só por as pessoas agirem segundo os seus desejos não significa que estejam a agir de uma maneira egoísta, pois depende do que cada um deseja, se uma certa pessoa quiser o bem e a felicidade de outras pessoas, e se agir segundo esses desejos, então a sua acção não é egoísta. Quando um egoísta psicológico diz que um acto de virtude ou amizade é acompanhado por um prazer secreto é mentira, porque a paixão ou outros sentimentos produzem prazer, e não surgem a partir dele, ou seja, sinto prazer ao fazer bem a um amigo porque gosto dele e sinto amizade por ele, mas não gosto dele por causa desse prazer.
Concluindo, mesmo que as pessoas sintam prazer a fazer bem aos outros isso não significa que a vontade de obter esse prazer tenha sido a causa ou o motivo da acção praticada, pois o prazer pode ter sido um efeito ou uma consequência da acção. Há várias objecções e razões fortes aos argumentos favoráveis ao egoísmo, uma razão por exemplo é a falta de poder explicativo por parte do egoísmo psicológico. Dando o exemplo de Lincoln que quando viajava mandou parar a carruagem e foi salvar os leitões de uma porca que estavam quase a afogar-se, e como Lincoln defendia o egoísmo psicológico explicou a sua acção dizendo que ficaria com a consciência pesada durante o resto do dia se não tivesse salvado os leitões, logo praticou a sua acção de salvar os leitões para não ficar com a consciência pesada, ou seja, praticou a acção para seu próprio interesse pessoal. Eu discordo com esta explicação dada por Lincoln, pois se Lincoln fosse realmente egoísta não ficaria com a consciência pesada por não ter salvo os leitões, porque os egoístas não se preocupam com o bem dos outros a não ser o seu.
Rui Mendes, 10.º D

1.12.10

Dia Mundial da luta contra a SIDA 2010


Vale a pena conhecer as iniciativas da Associação Abraço em http://abracoeventos.wordpress.com/
Informa-te, protege-te, participa, contribui.

27.11.10

Três razões contra o egoísmo psicológico


Primeiro, as pessoas tendem a confundir egoísmo com interesse próprio. Quando pensamos nisso, vemos que não são de modo algum a mesma coisa. Se vou ao médico quando me sinto mal, estou a agir em função do meu interesse próprio, mas ninguém pensaria em chamar-me «egoísta» por causa disso. De modo semelhante, lavar os dentes trabalhar afincadamente no meu emprego e obedecer à lei, são tudo acções realizadas no meu interesse próprio, mas nenhum destes exemplos ilustra uma conduta egoísta. O comportamento egoísta é o comportamento que ignora os interesses dos outros em circunstâncias nas quais não deviam ser ignorados. [...]
Uma segunda confusão mistura o comportamento em função do interesse próprio com a procura de prazer. Fazemos muitas coisas porque gostamos de as fazer, mas isso não significa que estejamos a agir em função do interesse próprio. Um homem que continue a fumar cigarros mesmo depois de ter conhecimento da relação entre o fumo e o cancro não está certamente a agir segundo o seu interesse próprio, nem mesmo pelos seus próprios padrões - o interesse próprio ditaria que parasse de fumar - e não está a agir de forma altruísta. Ele fuma, sem dúvida, pelo prazer de fumar, mas isso apenas mostra que a procura indisciplinada do prazer e a defesa do interesse pessoal são coisas diferentes.
Uma terceira confusão consiste na suposição comum, mas falsa, de que a nossa preocupação pelo nosso próprio bem-estar é incompatível com uma genuína preocupação com os outros. Sendo óbvio que todas as pessoas (ou quase todas) desejam o seu próprio bem-estar, poderia pensar-se que ninguém pode estar realmente preocupado com o bem-estar dos outros. Mas isto é uma dicotomia falsa. Não há qualquer inconsistência em desejar que todos, incluindo nós mesmos e os outros, sejam felizes. Na verdade, os nossos interesses podem por vezes entrar em conflito com os interesses de outras pessoas, e podemos então ter de fazer escolhas difíceis. Mas mesmo nestes casos optamos por vezes pelos interesses dos outros, especialmente quando os outros são nossos amigos ou familiares. [...]
James Rachels, Elementos de Filosofia Moral, pág. 108-109