A resposta de Dave Meslin com tradução de Sara Ferreira da Silva.
Ter autonomia de espírito, ter consciência do mundo e fazer fazer escolhas próprias é melhor, de longe, do que ser passivamente feliz em prejuízo destas coisas. (Anthony Grayling)
18.5.11
14.5.11
Filosofia vai voltar a ser prova de ingresso no ensino superior

Notícia do jornal Público online. Deliberação 1085/2011.
O exame opcional já tinha sido instituído pelo Decreto-Lei n.º 50/2011 de 8 de Abril.
9.5.11
Liberdade de expressão
Esta notícia do jornal Sol online, chama a atenção para as conferências de imprensa sem lugar a perguntas por parte dos jornalistas que assim se vêem impedidos de esclarecer correctamente os cidadãos.Será esta uma forma de limitar a liberdade de informação e expressão por parte do Estado? Será legítima? Como responderia Stuart Mill a esta questão?
Etiquetas:
Filosofia política,
Notícias
7.5.11
Aprendizagem personalizada
Dedicado especialmente aos alunos do 11.º ano turma H.
Sir Ken Robinson sobre a importância de termos consciência das nossas aptidões naturais e permitirmos que elas desabrochem livremente.
Traduzido para português por Helena Sobral.
Sir Ken Robinson sobre a importância de termos consciência das nossas aptidões naturais e permitirmos que elas desabrochem livremente.
Traduzido para português por Helena Sobral.
25.4.11
25 de Abril, Dia da Liberdade
20.4.11
Comer animais com amabilidade?
"Muitas pessoas opõem-se à criação intensiva de animais por causa do sofrimento terrível infligido aos animais, mas não consideram objectável comer animais que são mortos de forma indolor depois de terem sido criados em condições que não são piores, e que talvez até sejam melhores, do que as condições típicas do ambiente natural. Designaremos esta última prática, na qual os animais são criados para consumo humano mas em condições decentes, como 'carnivorismo benigno'. "
Em Comer animais com amabilidade, de Jeff McMahan, ensaio incluído em Os animais têm direitos? Perspectivas e argumentos, Organização e tradução de Pedro Galvão ( já aqui divulgado).
Uma entre muitas outras perspectivas avaliadas nesta antologia, que podem ser muito interessantes e úteis aos alunos que estão a trabalhar este tema.
Uma entre muitas outras perspectivas avaliadas nesta antologia, que podem ser muito interessantes e úteis aos alunos que estão a trabalhar este tema.
Etiquetas:
Direitos dos animais,
Ética Prática
19.4.11
Fé e ciência, por Richard Dawkins
Richard Dawkins (evolucionista e popular escritor de divulgação científica britânico) apresenta, neste vídeo, alguns argumentos a favor da sua crença de que a fé e a ciência são perspectivas inconciliáveis sobre o mundo. Para os alunos que estão a trabalhar questões acerca da religião, e para os outros, pode ser interessante.
Encontrei este vídeo no blog dúvida metódica.
Encontrei este vídeo no blog dúvida metódica.
Etiquetas:
Filosofia da Religião,
vídeos
18.4.11
Discriminação e Homossexualidade
A Homossexualidade não é uma condição do nosso tempo. Embora hoje se fale mais abertamente a verdade é que a homossexualidade sempre existiu embora por vezes os homossexuais tenham sido ostracizados em algumas culturas em determinadas épocas. Virginia Woolf, Elizabeht Bishop, Marguerite Yourcenar, Greta Garbo, Oscar Wilde, Tchaikovsky, Leonardo Da vinci, Lord Byron, William Shakespeare, Michelangelo, entre muitos outros, foram famosos homossexuais. Não se trata de uma simples escolha, doença ou aberração, mas uma condição natural que deve ser encarada a par da heterosexualidade pois têm a mesma origem e razão de ser. Ainda hoje, muitas pessoas e mesmo em algumas sociedades ou culturas - a homossexualidade é motivo para pena de morte no Irão, por exemplo, discriminam aquela condição. Em parte devido à educação que tiveram. Esta transmitiu-lhes (e transmite muitas vezes), a mensagem de que a homossexualidade é uma coisa anormal, doentia, depravada e repugnante. Anormal porque é contra a natureza ou à vontade divina, doentia e depravada porque não tem qualquer propósito além do prazer. Estes argumentos naturalistas, religiosos ou com base nas regras sociais reflectem apenas preconceitos. Em primeiro lugar o que é a normalidade? Este é um conceito relativo e circunstancial. É a diferença e a singularidade que definem a condição humana não a homogeneidade. Neste sentido o que é normal é a diferença. É certo que todos temos necessidade de termos algo em comum numa comunidade, mas esta caracteriza-se pela multiplicidade e heterogeneidade. A homogeneidade é redutora e assustadora quer na natureza quer na cultura. O argumento religioso não é forte, é um argumento baseado na autoridade dos livros religiosos. Afinal por que razão atribuímos autoridade à Bíblia (ou outros livros religiosos)? Por ser um livro inspirado por Deus. E como sabemos da existência de Deus? Com base na Bíblia. Além disso os princípios éticos não devem depender só da vontade de Deus senão tornam-se arbitrários. Quem condena a homossexualidade com base no argumento de que “o prazer pelo prazer” é algo condenável em si mesmo, está a raciocinar mal. Procurar ser feliz, ter uma vida aprazível é um direito de todos nós. O facto do prazer não ser algo condenável em si mesmo não implica que valorizemos apenas o prazer, que sejamos meramente hedonistas. Além disso a sexualidade não se limita à procriação não é apenas um meio ao serviço da preservação da espécie, faz parte da nossa condição.
Ser homo ou heterossexual é um assunto privado que apenas diz respeito a cada um de nós. A orientação sexual das pessoas não deve ser limitadora dos seus direitos e deveres nem deve ser julgada de ânimo leve. Temos de ter presente que faz parte de quem somos, da nossa identidade. Rejeitá-la é condenar e destruir o nosso ser. Penso assim que a homossexualidade deve ser vista como apenas uma condição do ser e uma forma de viver.
Rute Madaleno 11.º E
Trabalho originalmente publicado no jornal Toque de Saída, n.º 16
Etiquetas:
Opinião,
Trabalhos dos alunos
16.4.11
O que é uma sociedade justa?
Aqui ficam algumas ligações úteis especialmente para os alunos que vão debater o problema da justiça: A teoria da Justiça de John Rawls , por Faustino Vaz;
Democracia e Anarquismo, por Robert A. Dahl;
A Teoria Contratualista, por Luís Filipe Benttencourt.
Textos que constam da Crítica, revista de Filosofia online.
O problema da Justiça
Quando pensamos na justiça em termos de retribuição, referimo-nos às punições e castigos que o Estado inflige a quem comete crimes e infracções. Quando um criminoso é preso e sentenciado, ouvimos dizer ou que se fez justiça ou que a pena foi desadequada e que o sistema de justiça falhou. Costuma-se caracterizar genericamente a justiça dizendo que o justo é dar a cada um o que lhe é devido. A actividade dos seres humanos em sociedade produz benefícios e encargos.
A questão da justiça distributiva é a de saber como cada qual vai receber o que é devido quer em termos de encargos necessários ao funcionamento da sociedade e do Estado (os impostos, por exemplo) quer em termos de benefícios (educação, assistência médica, dinheiro, poder, autoridade). Dado que não há recursos suficientes para que todos recebam aquilo que gostariam de ter e tudo o que precisam, como decidir quem fica com o quê? Qual o critério? Devemos todos receber uma igual quantidade? Devem receber mais os que mais precisam? Devem ser beneficiados os que têm mais competência e mérito? A estas questões tentaram responder diversas teorias da justiça.»
Luís Rodrigues, Filosofia 10.º ano, vol. 1, Plátano Editora, pág. 233
Imagem: Eduard Munch, O Grito
O que é a Filosofia Política?
Acrópole de Atenas, Templo mandada edificar por Péricles no ano 450 a.C. dedicado à deusa Atena «A Filosofia Política é a disciplina filosófica na qual se discute o modo como a sociedade deve estar organizada. A melhor maneira de abordarmos esta disciplina (como quaisquer outras) é conhecendo os problemas de que trata. Antes disso, farei algumas considerações sobre a natureza deste problemas. Os problemas de Filosofia Política possuem um elevado grau de generalidade e de abstracção: isto significa que não se trata de analisar problemas sociais e políticos contextualizados num dado país ou num determinado momento mas, antes, de reflectir sobre questões social e politicamente transnacionais. Os problemas de Filosofia Política são, sobretudo, problemas conceptuais, por oposição aos problemas empíricos tratados em disciplinas como a Ciência Política, a Sociologia ou a Economia. Por muito que observemos as sociedades, ou por mais que descrevamos os seus sistemas políticos, não encontraremos resposta para a questão fundamental da Filosofia Política: como deveremos organizar a sociedade? Algo análogo se passa com a Ética: por mais que psicólogos e sociólogos descrevam como é que os seres humanos agem, não respondem ainda à questão ética de saber o que devemos fazer. Isto mostra, finalmente, que os problemas de Filosofia Política, tal como os problemas de Ética, originam uma reflexão que é sobretudo normativa, por contraste com os estudos descritivos feitos em sede científica.
[...] O filósofo político analisa conceitos como os de igualdade, liberdade, estado, democracia, tolerância, obediência, castigo, etc., a partir dos quais discute problemas como: O que é a liberdade? Em que consiste a igualdade? Será possível atingi-las ou realizá-las? Se assim for, como deveremos organizar-nos para as conseguir? O que é a discriminação? Serão injustas todas as formas de discriminação? Existe alguma justificação para dar um tratamento desigual a certos cidadãos? Ou deveremos sempre orientar-nos para a igualdade de tratamento? Que justificação se pode dar para as restrições impostas pelo Estado aos que violam a lei? Como fundamentar a privação de liberdade imposta a certos cidadãos? E existirão algumas circunstâncias nas quais devamos violar a lei? Quais e com que razões? E que argumentos existem para não o fazer? [...]»
António Paulo Costa, Problemas de Filosofia Política (Texto adaptado) Ler mais em: http://www.didacticaeditora.pt/arte_de_pensar/filosofiapolitica.pdf
15.4.11
A Beleza está nas coisas ou nos olhos de quem as vê?
A resposta de Dennis Dutton neste vídeo traduzido para português por Inês Pereira.
Etiquetas:
Estética,
Filosofia da Arte,
vídeos
14.4.11
Será a clonagem de seres humanos eticamente aceitável?
Aqui estão as ligações para alguns artigos do Crítica sobre este tema. Explorem este blog porque há outros bons artigos acerca destes e de outros temas que estão a ser trabalhados pelos alunos do 10º ano. Boas leituras e boas férias. http://blog.criticanarede.com/2009/06/sera-clonagem-de-seres-humanos.html e http://criticanarede.com/html/contraclonagem.html e, também, http://criticanarede.com/html/contrarifkin.html
9.4.11
Prémio UBI “Jovem Filósofo” 2ª Edição
Candidaturas até 15 de Julho de 2011.
Estão abertas as candidaturas para a segunda edição do Prémio UBI “Jovem Filósofo”. Este prémio, que é uma iniciativa da Comissão do Curso de Licenciatura em Filosofia da Universidade da Beira Interior, destina-se a alunos que frequentam o Ensino Secundário e tem como propósito reconhecer um trabalho de excelência, submetido anonimamente a concurso, sobre um problema filosófico considerado relevante. Nesta segunda edição, o tema proposto é o seguinte: “Porque fazemos aquilo que fazemos?”.23.3.11
Os Direitos dos Animais
Os Animais Têm Direitos? Perspectivas e Argumentos, organização e tradução de Pedro Galvão, Lisboa, Dinalivro, 2010, 240 pp.
Para os alunos que pretendem trabalhar esta questão.
Etiquetas:
Animais,
Direitos,
Ética Prática
22.2.11
Teste Intermédio - critérios de correcção
Etiquetas:
Teste Intermédio 2010/2011
14.2.11
Testes intermédios
Aqui fica a informação do GAVE sobre os teste intermédios de FilosofiaConteúdos programáticos:
MÓDULO II – A ACÇÃO HUMANA E OS VALORES
Unidade 1. A acção humana – análise e compreensão do agir
1.1. A rede conceptual da acção
1.2. Determinismo e liberdade na acção humana
Unidade 2. Os valores – análise e compreensão da experiência valorativa
2.1. Valores e valoração – a questão dos critérios valorativos
2.2. Valores e cultura – a diversidade e o diálogo de culturas
Unidade 3. Dimensões da acção humana e dos valores
3.1. A dimensão ético-política – análise e compreensão da experiência convivencial
3.1.1. Intenção ética e norma moral
3.1.2. A dimensão pessoal e social da ética – o si mesmo, o outro e as instituições
3.1.3. A necessidade de fundamentação da moral – análise comparativa de duas
perspectivas filosóficas.
MÓDULO II – A ACÇÃO HUMANA E OS VALORES
Unidade 1. A acção humana – análise e compreensão do agir
1.1. A rede conceptual da acção
1.2. Determinismo e liberdade na acção humana
Unidade 2. Os valores – análise e compreensão da experiência valorativa
2.1. Valores e valoração – a questão dos critérios valorativos
2.2. Valores e cultura – a diversidade e o diálogo de culturas
Unidade 3. Dimensões da acção humana e dos valores
3.1. A dimensão ético-política – análise e compreensão da experiência convivencial
3.1.1. Intenção ética e norma moral
3.1.2. A dimensão pessoal e social da ética – o si mesmo, o outro e as instituições
3.1.3. A necessidade de fundamentação da moral – análise comparativa de duas
perspectivas filosóficas.
21.1.11
A filosofia não é "adversarial"

Porque em filosofia argumentamos uns com os outros sobre questões filosóficas é natural pensar que a filosofia é um processo "adversarial" [antagónico] como dois advogados (o de acusação e o de defesa) que argumentam um contra o outro num tribunal. Contudo, há duas razões pelas quais esta comparação dos filósofos com os advogados não é boa. Em primeiro lugar, o objectivo de cada advogado é ganhar a causa do seu cliente — quer o seu cliente esteja inocente quer não. Pelo contrário, o objectivo de dois filósofos que se encontrem a argumentar um com o outro é chegar à verdade — seja ela qual for e seja quem for que tenha razão. Como um estudante afirmou, eloquentemente, o objectivo de cada advogado é ganhar a causa, quer ele tenha a verdade quer não, ao passo que o objectivo de cada filósofo é chegar à verdade, quer ele ganhe o argumento quer não. (Sendo os filósofos seres humanos, nem sempre são assim tão imparciais, mas o ideal é este.)
Em segundo lugar, num julgamento há uma autoridade (o juiz ou o júri) que os advogados tentam persuadir, e que em última análise determina se o acusado está ou não inocente. Em filosofia, pelo contrário, não há qualquer juiz ou júri com autoridade para tornar uma posição incorrecta e a outra correcta. Só existimos nós. Claro que alguns de nós sabem mais do que outros sobre questões filosóficas, e o mais sábio é ficar atento e aprender com quem sabe mais do que nós, mas quando chega o momento de tomar decisões relativamente a um tema filosófico somos todos igualmente responsáveis pelas nossas crenças e devemos por isso tomar, cada um de nós, as suas próprias decisões.
Richard E. Creel
Tradução de Desidério Murcho
Thinking Philosophically, Blackwell, Oxford, 2001, p. 88
Etiquetas:
Argumentação e Filosofia
16.1.11
Filosofia em Directo
No próximo dia 27 de Janeiro, quinta-feira, o livro Filosofia em Directo, de Desidério Murcho, será lançado com o jornal Público, por apenas mais 3,15€ .Informação retirada do Crítica: blog de filosofia.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




