12.6.11

A Ética do Aborto




A Ética do Aborto, Perspectivas e Argumentos, Organização e Tradução de Pedro Galvão, Lisboa, Dinalivro, 2005


Será que abortar um feto humano é como assassinar um de nós? Este é o problema ético do aborto e é nele que incidem os seis ensaios aqui reunidos. Três dos autores defendem uma posição pró-escolha; os outros três defendem a posição pró-vida. O presente livro proporciona assim uma introdução aos aspectos centrais do debate do aborto, dando a conhecer os melhores argumentos que cada uma das partes tem para oferecer. Enquanto a introdução da obra afasta muitos dos equívocos que continuam a marcar a discussão pública do aborto, nos ensaios seleccionados, alguns dos melhores especialistas mundiais em ética aplicada discutem o estatuto moral do feto, o infanticídio, o mal de matar e o direito da mulher a controlar o seu corpo. Contra quem pensa que as convicções éticas de cada um são intocáveis e que, em relação ao aborto, nos resta medir forças no plano político, este livro mostra que o debate crítico e racional da ética do aborto não só é possível, como também é profundamente desejável.

6.6.11

Teremos ou não a obrigação ética de ajudar os mais pobres?



A resposta de Peter Singer, neste livro da colecção Filosofia Aberta da editora Gradiva.


«A Vida que podemos Salvar é um livro que apela à acção, dando voz à esperança e à compaixão sem descurar a investigação rigorosa e o raciocínio cuidado que transparecem em todas as obras deste autor. Uma obra duplamente pertinente, numa altura em que as dificuldades económicas afectam até pessoas bem próximas de todos nós.
No presente livro, o filósofo Peter Singer, considerado pela revista Time uma das cem pessoas mais influentes do mundo, apresenta argumentos éticos, experiências mentais estimulantes, exemplos eloquentes e estudos de casos para demonstrar que a nossa resposta actual à pobreza mundial é não só insuficiente como eticamente indefensável.
Pela primeira vez na História, está ao nosso alcance a erradicação da pobreza e do sofrimento que esta traz consigo. Para que tal se concretize, afirma Peter Singer, é necessário alterar a nossa perspectiva quanto ao que implica viver uma vida ética. E ajuda-nos a provocar essa mudança, propondo um plano que combina filantropia individual, activismo local e consciência política. O autor expõe o argumento irrefutável de que podemos influenciar significativamente as vidas dos outros sem diminuir a qualidade da nossa.»
Aqui

5.6.11

Democracia e Eleições




Haverá algo que possamos acrescentar em defesa do tipo de sistema democrático que temos? Talvez o melhor a dizer seja isto: no mundo contemporâneo, temos de aceitar que não conseguimos sobreviver sem estruturas de autoridade coerciva. Mas, se temos tais estruturas, precisamos de pessoas que ocupem os seus lugares no seu seio - por outras palavras, governantes. (…) Só aceitaremos que os indivíduos têm direito de governar se tiverem sido nomeados pelas pessoas e puderem ser destituídos pelas pessoas. Ou seja, só a democracia nos permite dar uma resposta aceitável à questão: “por que devem estas pessoas governar?” ou “o que torna legítimo o seu governo?”. Através de meios democráticos podemos, claro está, exercer igualmente um controlo, até certo ponto, sobre a conduta dos governantes. Talvez isto seja o melhor que podemos esperar, tanto em termos de estrutura política como enquanto defesa derradeira da democracia moderna.»



Jonathan Wolff, Introdução à filosofia política, Edições Gradiva, pp. 95 e 152.

4.6.11

Lhasa de Sela, Con toda palabra



Para conhecer mais

http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/videos.php?lang=en

1.6.11

Boas Notícias

"Aluno português ganha medalha de prata nas Olimpíadas Internacionais de Filosofia". Notícia do Jornal Público online. Aqui.

28.5.11

Boas razões para adoptarmos hábitos alimentares mais frugais

Para quem está a trabalhar a Ética Ambiental ou os Direitos dos Animais não Humanos,
Graham Hill apresenta-nos boas razões para moderarmos os nossos hábitos alimentares. Traduzido para português por Bruno Gomes.

9.5.11

Liberdade de expressão

Esta notícia do jornal Sol online, chama a atenção para as conferências de imprensa sem lugar a perguntas por parte dos jornalistas que assim se vêem impedidos de esclarecer correctamente os cidadãos.
Será esta uma forma de limitar a liberdade de informação e expressão por parte do Estado? Será legítima? Como responderia Stuart Mill a esta questão?

7.5.11

Aprendizagem personalizada

Dedicado especialmente aos alunos do 11.º ano turma H.
Sir Ken Robinson sobre a importância de termos consciência das nossas aptidões naturais e permitirmos que elas desabrochem livremente.
Traduzido para português por Helena Sobral.

25.4.11

25 de Abril, Dia da Liberdade



A democracia é o pior de todos os sistemas... com excepção de todos os outros.

Winston Churchill

20.4.11

Comer animais com amabilidade?

Os animais têm interesse pela sua própria vida. Devemos nós atender a esse interesse?


"Muitas pessoas opõem-se à criação intensiva de animais por causa do sofrimento terrível infligido aos animais, mas não consideram objectável comer animais que são mortos de forma indolor depois de terem sido criados em condições que não são piores, e que talvez até sejam melhores, do que as condições típicas do ambiente natural. Designaremos esta última prática, na qual os animais são criados para consumo humano mas em condições decentes, como 'carnivorismo benigno'. "


Em Comer animais com amabilidade, de Jeff McMahan, ensaio incluído em Os animais têm direitos? Perspectivas e argumentos, Organização e tradução de Pedro Galvão ( já aqui divulgado).
Uma entre muitas outras perspectivas avaliadas nesta antologia, que podem ser muito interessantes e úteis aos alunos que estão a trabalhar este tema.

19.4.11

Fé e ciência, por Richard Dawkins

Richard Dawkins (evolucionista e popular escritor de divulgação científica britânico) apresenta, neste vídeo, alguns argumentos a favor da sua crença de que a fé e a ciência são perspectivas inconciliáveis sobre o mundo. Para os alunos que estão a trabalhar questões acerca da religião, e para os outros, pode ser interessante.
Encontrei este vídeo no blog dúvida metódica.

18.4.11

Discriminação e Homossexualidade

A Homossexualidade não é uma condição do nosso tempo. Embora hoje se fale mais abertamente a verdade é que a homossexualidade sempre existiu embora por vezes os homossexuais tenham sido ostracizados em algumas culturas em determinadas épocas. Virginia Woolf, Elizabeht Bishop, Marguerite Yourcenar, Greta Garbo, Oscar Wilde, Tchaikovsky, Leonardo Da vinci, Lord Byron, William Shakespeare, Michelangelo, entre muitos outros, foram famosos homossexuais.


Não se trata de uma simples escolha, doença ou aberração, mas uma condição natural que deve ser encarada a par da heterosexualidade pois têm a mesma origem e razão de ser. Ainda hoje, muitas pessoas e mesmo em algumas sociedades ou culturas - a homossexualidade é motivo para pena de morte no Irão, por exemplo, discriminam aquela condição. Em parte devido à educação que tiveram. Esta transmitiu-lhes (e transmite muitas vezes), a mensagem de que a homossexualidade é uma coisa anormal, doentia, depravada e repugnante. Anormal porque é contra a natureza ou à vontade divina, doentia e depravada porque não tem qualquer propósito além do prazer. Estes argumentos naturalistas, religiosos ou com base nas regras sociais reflectem apenas preconceitos. Em primeiro lugar o que é a normalidade? Este é um conceito relativo e circunstancial. É a diferença e a singularidade que definem a condição humana não a homogeneidade. Neste sentido o que é normal é a diferença. É certo que todos temos necessidade de termos algo em comum numa comunidade, mas esta caracteriza-se pela multiplicidade e heterogeneidade. A homogeneidade é redutora e assustadora quer na natureza quer na cultura. O argumento religioso não é forte, é um argumento baseado na autoridade dos livros religiosos. Afinal por que razão atribuímos autoridade à Bíblia (ou outros livros religiosos)? Por ser um livro inspirado por Deus. E como sabemos da existência de Deus? Com base na Bíblia. Além disso os princípios éticos não devem depender só da vontade de Deus senão tornam-se arbitrários. Quem condena a homossexualidade com base no argumento de que “o prazer pelo prazer” é algo condenável em si mesmo, está a raciocinar mal. Procurar ser feliz, ter uma vida aprazível é um direito de todos nós. O facto do prazer não ser algo condenável em si mesmo não implica que valorizemos apenas o prazer, que sejamos meramente hedonistas. Além disso a sexualidade não se limita à procriação não é apenas um meio ao serviço da preservação da espécie, faz parte da nossa condição.


Ser homo ou heterossexual é um assunto privado que apenas diz respeito a cada um de nós. A orientação sexual das pessoas não deve ser limitadora dos seus direitos e deveres nem deve ser julgada de ânimo leve. Temos de ter presente que faz parte de quem somos, da nossa identidade. Rejeitá-la é condenar e destruir o nosso ser. Penso assim que a homossexualidade deve ser vista como apenas uma condição do ser e uma forma de viver.


Rute Madaleno 11.º E


Trabalho originalmente publicado no jornal Toque de Saída, n.º 16

16.4.11

O que é uma sociedade justa?

Aqui ficam algumas ligações úteis especialmente para os alunos que vão debater o problema da justiça:


Democracia e Anarquismo, por Robert A. Dahl;

A Teoria Contratualista, por Luís Filipe Benttencourt.

Textos que constam da Crítica, revista de Filosofia online.