Neste vídeo podemos ver o astrónomo Carl Sagan, num passeio virtual pela antiga Biblioteca de Alexandria, num episódio da sua famosa série “Cosmos”. Ele explica-nos, na linguagem clara a que nos habituou, que foi aqui que a jornada da ciência começou de forma sistemática no ocidente. A Biblioteca de Alexandria, no Egipto, uma das maiores bibliotecas do mundo antigo, foi fundada no início do século III a.C.. Estima-se que a Biblioteca tenha armazenado mais de 400.000 rolos de papiro, podendo ter chegado a 1.000.000 nos seus 700 anos de existência.
A Biblioteca de Alexandria (na realidade duas, Biblioteca mãe e filha) era o maior centro de conhecimento do planeta, guardando um saber sem igual. Acorriam a Alexandria sábios de todo o mundo que estudavam e debatiam os mais variados temas. Este clima de tolerância para com as outras culturas não voltaria a ser visto durante mais de 1500 anos. A Biblioteca mãe, tanto quanto sabemos hoje, terá sofrido um incêndio acidental no séc. I d.C, substituindo-a nas mesmas funções a Biblioteca filha. Em 391 d.C., durante o reinado do imperador Teodósio, a Biblioteca foi completamente destruída, juntamente com o templo a Serápis, pelo bispo cristão Teófilo, que foi mais tarde canonizado. Este acontecimento é retratado no recente filme “Ágora” de Alejandro Amenabar, que tem como personagem central Hipátia, figura ímpar também aqui referida por Sagan, que foi martirizada de acordo com algumas fontes, por ordem de Cirilo, Patriarca de Alexandria. A lista dos grandes pensadores que frequentaram a Biblioteca de Alexandria inclui outros nomes de grandes génios do passado como Arquimedes, Euclides, Aristarco, Eratóstenes, Galeno ou Ptolomeu.
Ter autonomia de espírito, ter consciência do mundo e fazer fazer escolhas próprias é melhor, de longe, do que ser passivamente feliz em prejuízo destas coisas. (Anthony Grayling)
16.7.11
A Antiga Biblioteca de Alexandria
15.7.11
Uma sala de aula do tamanho do mundo
Salman Khan fala sobre como e por que razão criou a notável Academia Khan, uma série de vídeos educativos cuidadosamente estruturada, que oferece formação curricular completa em matemática e, agora, noutras matérias. Ele mostra o poder dos exercícios interactivos, e apela aos professores para considerarem a hipótese de revolucionar os métodos habitualmente utilizados na sala de aula para darem aos alunos a exposição da matéria em vídeo, para verem em casa, e para fazerem o "trabalho de casa" na sala de aula, com o professor disponível para ajudá-los. (Com legendas em português)
Poderá a tecnologia, mais do que mudar, humanizar a sala de aula?
4.7.11
Será o cepticismo radical defensável?

Em relação ao problema da possibilidade do conhecimento, o cepticismo radical é a posição segundo a qual o conhecimento não é possível. Trata-se de uma posição contra-intuitiva, já que todos nós estamos convencidos que sabemos alguma coisa. No entanto, os argumentos cépticos radicais parecem não deixar de constituir, até hoje, um desafio.
Porque nos parece implausível que o conhecimento não exista e porque precisamos de provar que é possível conhecer - de modo a validar todos os processos cognitivos científicos, bem como do senso comum - é de enorme relevância chegar a uma conclusão relativamente a esta questão. Assim, neste ensaio iremos defender que a perspectiva céptica radical é refutável.
Segundo a definição clássica de conhecimento, que podemos encontrar no diálogo Teeteto de Platão, o conhecimento é uma crença verdadeira justificada. Estabelecidas ficam, desde então, as condições do conhecimento válido, de cuja satisfação depende o valor de qualquer conhecimento produzido. É esta última condição que é questionada pelos cépticos radicais, de acordo com os quais, as justificações das nossas crenças são sempre falíveis.
Um dos argumentos dos cépticos é o das “Divergências de opinião”. Este argumento defende que, para todos os assuntos existem posições divergentes, mesmo entre peritos, o que torna óbvio que nenhuma das opiniões defendida está suficientemente justificada, pois não se consegue impor sobre as outras, mostrando a sua inadequação.
No entanto, o simples facto de existirem opiniões reconhecidamente mais válidas do que outras constitui uma prova que o conhecimento existe. Por outro lado, a existência de dúvidas pertinentes e consensuais constitui, de alguma forma, conhecimento.
Outro argumento apresentado pelos cépticos é o das “Ilusões e erros perceptivos”. Este argumento defende que nenhuma informação adquirida através da percepção é fiável, uma vez que os nossos sentidos criam imagens distorcidas da realidade ou mesmo, claramente, erradas.
Mas embora a percepção por vezes nos engane, nós conseguimos através do confronto entre os dados de diferentes sentidos emendar muitos desses erros perceptivos; por outro lado, os sentidos podem ter o seu testemunho corrigido pela razão, como nos propõe Hume, podendo assim tornar-se critérios adequados de verdade e falsidade, uma vez que a percepção não é a nossa única faculdade de conhecimento.
Por último, avaliemos o argumento da “Regressão Infinita da Justificação”. De acordo com os cépticos, como sempre que se tenta justificar uma crença se recorre a outra crença, ao justificar umas crenças a partir de outras, o processo de justificação conduz-nos, inevitavelmente, a uma regressão infinita da justificação. Pelo que, nenhuma crença está justificada.
Para refutar este argumento basear-nos-emos em duas perspectivas: a Perspectiva fundacionista, defendida por Descartes, segundo a qual existem crenças básicas que não precisam de ser justificadas, porque são autojustificadas e constituem elas próprias justificação de outras não básicas, constituindo, assim, um bloqueio à regressão infinita da justificação – como por exemplo o Cogito; a perspectiva coerentista defende que as nossas crenças se organizam de forma sistemática ou em rede, existindo entre elas uma relação de sustentação recíproca, entre as diversas crenças, num determinado domínio de conhecimento. Assim, cada crença está apoiada em muitas crenças, relativamente à verdade de uma delas e de todas do seu conjunto. Pelo que, a descoberta da falsidade de uma crença não provoca a falência de todo o sistema de crenças porque nenhuma delas sustenta todas as outras, antes todas sustentam todas. Esta concepção é, muito eficazmente, ilustrada pelo Barco de Neurath.
Finalmente, a tese do cepticismo é uma proposição auto-refutante, isto é, o facto de se afirmar que o conhecimento não é possível, constitui, por si só, o evidenciar de um conhecimento.
Podemos então concluir que o cepticismo radical é refutável, uma vez que para além dos vários argumentos apresentados a seu favor serem objectáveis, como vimos anteriormente, a própria tese céptica é auto-refutante, não sendo, por isso defensável.
Cátia Santos, Hugo Fernandes, Sofia Couto e Tiago Mateus 11ºB
25.6.11
O problema da discriminação positiva das mulheres I
Pietro de Cortona, O Rapto das Sabinas,1627-29 "A discriminação positiva não promove uma igualdade genuína"
Hoje, muitas destas situações já não se verificam no mundo dito civilizado mas há novas formas de discriminação. Por exemplo, a maior parte dos cargos considerados mais importantes nas empresas são tradicionalmente ocupados por homens o mesmo acontecendo na política. Há favoritismo dos homens nos despedimentos especialmente em tempos de crise, como a que vivemos hoje, ou em situações de gravidez da mulher. As mulheres estão sujeitas a vínculos precários e à discriminação nos salários e nos seus direitos. É no sector económico que mais se sente a discriminação. As mulheres ainda se vêem muitas vezes perante o dilema: ou optam por não constituir família para fazer carreira ou sujeitam-se a ser excluídas de determinadas profissões ou cargos.
Na nossa opinião, a discriminação positiva não é a solução, e por isso somos contra toda a acção afirmativa a favor da Mulher ou outros, por considerarmos que a discriminação positiva não promove uma igualdade genuína.
Pensamos até que pode gerar ressentimentos e o preconceito de que aqueles que pertencem a grupos discriminados não conseguem alcançar o sucesso por mérito próprio, o que gera mais discriminação, criam mais ideias racistas e sexistas. Há ainda o perigo dos beneficiários, se acomodarem. Ora, o comodismo não deve ser estimulado nem premiado, como acontece muitas vezes com as pessoas, a quem são dadas casas e subsídios de sobrevivência, sem se exigir nada em troca. Todos devemos procurar obter sucesso com o nosso trabalho e dedicação. Hillary Clinton foi, por exemplo, a primeira Senadora do Estado de Nova Iorque e nunca beneficiou de nenhuma acção afirmativa.
Hoje em dia, é quase impossível serem aqueles que prejudicaram as mulheres a compensarem-nas por esse facto, pois muitos destes prejuízos foram causados por gerações mais antigas. Apesar de devermos recompensar alguém pelas dificuldades que lhes causamos anteriormente, não devemos discriminar outros devido a isso. Seria absurdo, por exemplo, uma mulher exigir ter dois votos numa eleição, porque foi privada de votar, por homens, durante muitos anos.
Por todas estas razões, pensamos que a discriminação positiva não deve ser permitida pelo menos em relação às mulheres e, que as pessoas não deviam ser julgadas pelo seu sexo, mas sim pelo seu talento, competências e capacidades. Isso seria justo, embora por enquanto possa não ser possível.
10.º F
23.6.11
Os animais não têm estatuto moral

E, além de os animais não terem grande capacidade para a reciprocidade geral, nós não temos nenhum motivo para a procurar. A maior parte de nós não quer realmente estabelecer ‘boas relações’ com o típico boi, estamos mais interessados no bife ou no hambúrguer para o qual este poderá contribuir num futuro não muito distante. E não precisamos de fazer um contrato social com a vaca, já que estamos de longe numa posição superior. Dados os seus modos bovinos e o seu fraco intelecto, as vacas podem proporcionar-nos o que queremos delas sem que tenhamos de fazer concessões gerais daquelas que os moralistas dos animais reivindicam. Por que razão haveremos então de nos importar? O leitor sentirá alguma ‘coisa’ pela moralidade, terá um interesse especial a seu respeito? Mas os interesses pessoais não importam para efeitos morais. Uma pessoa será amigável para uma vaca, e não haverá mal nenhum nisso; outra ordenhará a besta e depois irá comê-la. As pessoas são diferentes. A questão, então, é a seguinte: por que razão aqueles que querem comer vacas terão de se submeter às indicações ‘morais’ pessoais daqueles que querem torná-las membros encartados da república moral?»
Jan Narvesson, em Moralidade e Animais; Excerto de ensaio incluído em Os Animais Têm Direitos? Perspectivas e Argumentos, organização e tradução de Pedro Galvão, Lisboa, Dinalivro, 2010, págs. 85 e 86. (Já aqui divulgado.)
12.6.11
A Ética do Aborto

A Ética do Aborto, Perspectivas e Argumentos, Organização e Tradução de Pedro Galvão, Lisboa, Dinalivro, 2005
10.6.11
Metallica e Orquestra Sinfónica de S. Francisco - The Thing That Should Not Be(S&M)
Uma sugestão do João Tobio, que agradecemos.
8.6.11
O Sentido da Vida
6.6.11
Teremos ou não a obrigação ética de ajudar os mais pobres?
No presente livro, o filósofo Peter Singer, considerado pela revista Time uma das cem pessoas mais influentes do mundo, apresenta argumentos éticos, experiências mentais estimulantes, exemplos eloquentes e estudos de casos para demonstrar que a nossa resposta actual à pobreza mundial é não só insuficiente como eticamente indefensável.
Pela primeira vez na História, está ao nosso alcance a erradicação da pobreza e do sofrimento que esta traz consigo. Para que tal se concretize, afirma Peter Singer, é necessário alterar a nossa perspectiva quanto ao que implica viver uma vida ética. E ajuda-nos a provocar essa mudança, propondo um plano que combina filantropia individual, activismo local e consciência política. O autor expõe o argumento irrefutável de que podemos influenciar significativamente as vidas dos outros sem diminuir a qualidade da nossa.»
Aqui
5.6.11
Democracia e Eleições

Haverá algo que possamos acrescentar em defesa do tipo de sistema democrático que temos? Talvez o melhor a dizer seja isto: no mundo contemporâneo, temos de aceitar que não conseguimos sobreviver sem estruturas de autoridade coerciva. Mas, se temos tais estruturas, precisamos de pessoas que ocupem os seus lugares no seu seio - por outras palavras, governantes. (…) Só aceitaremos que os indivíduos têm direito de governar se tiverem sido nomeados pelas pessoas e puderem ser destituídos pelas pessoas. Ou seja, só a democracia nos permite dar uma resposta aceitável à questão: “por que devem estas pessoas governar?” ou “o que torna legítimo o seu governo?”. Através de meios democráticos podemos, claro está, exercer igualmente um controlo, até certo ponto, sobre a conduta dos governantes. Talvez isto seja o melhor que podemos esperar, tanto em termos de estrutura política como enquanto defesa derradeira da democracia moderna.»
Jonathan Wolff, Introdução à filosofia política, Edições Gradiva, pp. 95 e 152.
4.6.11
Lhasa de Sela, Con toda palabra
Para conhecer mais
http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/videos.php?lang=en
1.6.11
Boas Notícias
31.5.11
A evolução do Homer
28.5.11
Boas razões para adoptarmos hábitos alimentares mais frugais
Graham Hill apresenta-nos boas razões para moderarmos os nossos hábitos alimentares. Traduzido para português por Bruno Gomes.
26.5.11
The Doors, Touch me, faixa de Soft Parade, gravado em 1969
Genesis, The Musical Box, faixa de Nursery Cryme, gravado em 1971
18.5.11
Por que razão não nos envolvemos mais activamente na vida pública?
14.5.11
Filosofia vai voltar a ser prova de ingresso no ensino superior

Notícia do jornal Público online. Deliberação 1085/2011.
O exame opcional já tinha sido instituído pelo Decreto-Lei n.º 50/2011 de 8 de Abril.
9.5.11
Liberdade de expressão
Esta notícia do jornal Sol online, chama a atenção para as conferências de imprensa sem lugar a perguntas por parte dos jornalistas que assim se vêem impedidos de esclarecer correctamente os cidadãos.Será esta uma forma de limitar a liberdade de informação e expressão por parte do Estado? Será legítima? Como responderia Stuart Mill a esta questão?
7.5.11
Aprendizagem personalizada
Sir Ken Robinson sobre a importância de termos consciência das nossas aptidões naturais e permitirmos que elas desabrochem livremente.
Traduzido para português por Helena Sobral.

