9.1.12

Parlamento dos Jovens no ECB


Decorreu hoje no ECB uma sessão/debate no âmbito da atividade proposta pela Assembleia da República às escolas - Parlamento dos Jovens - dinamizada pelo deputado Pedro Pimpão, destinada aos alunos do ensino secundário e subordinada ao tema "Redes sociais: participação e cidadania".
No dia 16 de janeiro vai decorrer o ato eleitoral, disputado entre cinco listas. No dia 18 tem lugar a Sessão Escolar que irá eleger os representantes do ECB no Parlamento Regional.

6.1.12

Uma definição de Filosofia

Bons dias, meus caros!
Quando nos deparamos com a definição de Filosofia - ou como mais informalmente dizemos: “O que é, afinal, a Filosofia?” – temos tendência a avaliá-la, primeiramente, como algo difícil de definir e abstrato, e, logo após isto, tomamo-la como algo estranha e desnecessária.
Imagine-se que uma criança nos pergunta o que é o céu. Perante esta questão, direcionada por alguém tão ingénuo, obviamente que é errado responder cientificamente – dizendo que o céu é a camada de gases que envolve a Terra, sendo que é principalmente constituída pelo elemento químico azoto -, dado que a criança, à partida, não possui conhecimentos suficientes para compreender esta definição.
Posto isto, e para uma melhor compreensão do que é o céu, não iremos definir cientificamente o conceito céu, mas sim caracterizá-lo e, desta forma, explicá-lo, para que a criança nos entenda.
Com isto, admitamos que hoje todos vós sois crianças e que se encontram neste preciso local, uma vez que a vossa curiosidade problematizou, filosoficamente, o conceito FILOSOFIA. Perante tal problematização, e tal como faríamos com a criança e o céu, ao invés de incerta e cientificamente vos definir Filosofia, irei cuidadosamente caracterizá-la para que a entendam melhor.
Pois bem, vamos tentar então entender esta tão polémica questão que envolve o conceito de Filosofia subordinado a uma ideia falaciosa da sua insignificância.

A Filosofia é uma atividade que exige sentido crítico, por parte de quem a faz ou a tenta fazer, baseando-se na adoção de uma atitude problematizadora perante as várias ideias que nos são transmitidas pelo “mundo lateral” por forma a compreendê-las - isto é, a Filosofia é a atividade que procura estudar e compreender cuidadosa e imparcialmente determinadas ideias, com a finalidade de não só determiná-las verdadeiras ou falsas, mas como também entender a sua natureza. Assim, a atividade filosófica, tal como já referi, exige uma tomada de posição - um sentido crítico - que, quando defronte uma ideia menos plausível ou infundada, se parte para a problematização da realidade adjacente a essa ideia por forma a percebê-la melhor e deste modo chegar a conclusões proveitosas. Deste modo, estamos a conhecer o problema inerente a essas ideias e por conseguinte uma solução, criando, assim, uma conceção original e da nossa autoria sobre essa determinada ideia.
A Filosofia caracteriza-se, ainda, por ser um estudo predominantemente “a priori”; é um estudo que problematiza as ideias levando a cabo a análise dessas mesmas ideias de uma forma conceptual, determinada pela discussão, argumentação e pensamento crítico – que na verdade, se opõe à ciência, visto que a Filosofia não se baseia nas provas empíricas e nos seus resultados (no entanto, a mesma não despreza o conhecimento “a posteriori”, uma vez que este tipo de conhecimento ajuda a filosofia a fundamentar os seus argumentos por meio de dados factuais), mas sim numa problematização de ideias que tem por objetivo uma procura sistemática de respostas a determinados problemas, através da atitude filosófica.
Em última análise e concluindo, a Filosofia é caracterizada, sucintamente, por ser uma atividade que exige a tomada de posição em relação a determinadas ideias, problematizando desta forma as nossas crenças mais básicas, através de uma posição problematizadora, exigindo a adoção de uma atitude crítica e filosófica que tem por base a análise, analisando-as de uma forma cuidadosa e imparcial, com o propósito de determinar o seu valor de verdade; sendo, por natureza, um estudo “a priori” que leva a cabo a sua investigação de carácter zetético por meio da argumentação, pensamento e discussão crítica.
Pedro Constantino, 10.º C

27.11.11

A Solidariedade

Um excerto de um texto do filósofo português José Gil, publicado no último número da revista Visão de 24 de Novembro de 2011, que aborda de uma forma que me parece muito correta a questão da solidariedade, a qual já algumas vezes analisamos nas aulas.

Nascem agora, neste momento de crise aguda de países europeus, inúmeras iniciativas cujo objetivo é ajudar os mais carenciados, vindas de associações,agrupamentos, bancos, empresas. Este voluntariado espontâneo é necessário e reativa aquele fundo primitivo de coesão social que faz um país. Qualquer coisa de muito importante - da ordem da sanidade social - é assim acordado nas consciências das pessoas: atenção ao outro, perceção despojada e nua de um humano por outro humano reatando o laço afetivo originário que reconhece o outro para além do seu estatuto social, familiar, das suas opiniões políticas, etc.
Mas é preciso que a solidariedade não signifique caridade humilhante ou afirmação de uma qualquer supremacia social. A entreajuda supunha uma igualdade fundamental entre os membros da comunidade. Muitas atividades que se exercem sob uma falsa ética da solidariedade escondem negócios inconfessáveis, boa consciência (do estado e dos indivíduos) adquirida a baixo preço, álibis de uma «economia social» que, afinal, não transforma minimamente a economia real geradora das desigualdades que a primeira procura reduzir.
A solidariedade económica e social que hoje se desenvolve por toda a Europa - dos bancos sem juros da Dinamarca aos «bancos da fome» das instituições de assistência aos «pobres» - aliviando o sofrimento e dando oprtunidades aos mais desfavorecidos, só se legitima se se desviar da tendência hegemónica do capitalismo global, considerando o outro não como um diminuído mas como alguém simplesmente humano com pleno direito de acesso a tdos os direitos, inclusive ao de ser ajudado. Não é esse mesmo direito que tem a vítima de um furacão ou de um sismo a ser assistido pelo estado?

Imagens do Google: «solidariedade» e José Gil.

25.11.11

Uma sugestão musical


Principalmente para os meus alunos que me têm dado a conhecer os seus gostos musicais e, assim, ajudado também a descobrir alguma boa música contemporânea. Uma interpretação surpreendente da Gnossiene nº1, de Erik Satie, pelos Triste Sire, http://www.tristesire.com/menu.html

Uma interpretação tradicional desta obra de Satie, pode ser escutada em http://www.youtube.com/watch?v=PLFVGwGQcB0

Vale a pena conhecer também as Gymnopedies (1, 2 e 3) do Satie.
Bom fim de semana.


17.11.11

"Libertas Philosophica"

Nascido em Itália, no ano de 1548, Giordano Bruno foi mais do que um mártir da falta de liberdade de expressão imposta por um tempo em que os pensadores e cientistas não poderiam ir além do princípio de autoridade. Ainda que os ideais do Renascimento já vigorassem na Europa, aqueles que pretendessem encontrar a verdade teriam de se restringir à Revelação divina e à física aristotélica. Porém, houve outros que ao longo da História não permitiram que o seu espírito se subtraísse às verdades impostas e, em consequência disso, sacrificaram a sua vida por uma ideia que despontava da experiência da liberdade de pensar, sonhar e filosofar.
Os seus cinquenta e dois anos de vida dão conta de um percurso atípico do intelectual renascentista: defensor dos princípios humanistas, frequentador das cortes europeias, orador em várias universidades, protegido de reis, correligionário de protestantes e de católicos, excomungado por católicos e protestantes. A sua ligação à religião preludia a que será de Espinosa, quase cem anos depois; as suas descobertas científicas são mais arrojadas que as de Galileu Galilei ou Tycho Brahé, defendendo-as de um modo tão feroz quanto foi o seu destino.
Dotado de uma capacidade extraordinária para usar o dom que os gregos chamavam de mãe das Musas, a Memória, foi requisitado por reis e nobres. Em 1590, cansado de vaguear pelas universidades europeias e de ensinar a teoria heliocêntrica, que na época mais ninguém se arriscava a propalar, aceitou o convite do nobre veneziano Giovanni Mocenigo para regressar a Itália, com a condição de o iniciar na arte da mnemotécnica (ou seja, a arte de desenvolver a memória). Porém, temendo que a avareza do seu aluno empregasse os seus ensinamentos nas más obras, recusou-se a fazê-lo. Por vingança, o seu discípulo aprisionou-o num quarto e denunciou-o ao Santo Ofício. Apesar dos dez anos de prisão, tortura e apresentação de provas em sua defesa, jamais renunciará aos princípios que defendia, e será condenado à morte na fogueira, sob a acusação de heresia.
Se defendia que os mundos eram infinitos tal como o seu criador, que Deus não é transcendente, mas imanente às coisas, que a Revelação não serve de prova científica, ou se defendia o heliocentrismo e a existência de vida inteligente noutros planetas, o Tribunal do Santo Ofício foi mais astuto e condenou-o por magia e bruxaria. No entanto, o filósofo italiano não era um mago. Munido de um espírito insaciável, cruzou a ciência e a razão com o misticismo e a fé, não segundo os ditames da época, mas rememorando ideais perdidos no esquecimento da história: peregrinando solitariamente por uma trama de caminhos cruzados entre o neoplatonismo e o hermetismo (conjunto de ensinamentos oriundo do Antigo Egipto que prestavam fidelidade ao deus da escrita e da medicina, Toth). A sentença do Tribunal concretizou-se a 17 de Fevereiro de 1600, no Campo di Fiori, em Veneza.
De Giordano Bruno não restaram muitas obras, pois a maioria foi acrescentada ao Índex, mas o princípio que perseguiu durante toda a vida perpetuou-se - Libertas philosophica - o direito de pensar, sonhar e filosofar.

Passados 402 anos da morte de Giordano Bruno, a humanidade, representada pela Unesco, em prol da defesa da liberdade de expressão e do pensamento racional, pode pôr em ato a "libertas philosophica" tão propalada pelo filósofo italiano.

Professores Graça Silva e Valter Boita

16.11.11

Será possível fazer alguma coisa que não seja por interesse próprio?

Em 2002, a Unesco definiu a terceira quinta-feira do mês de novembro para se assinalar o Dia Mundial da Filosofia, a fim de valorizar a importância do pensamento crítico e dialógico numa sociedade cada vez mais global. Este ano, comemora-se a 17 de novembro o Dia Mundial da Filosofia e, por isso, este post pretende, mais do que comemorar o que quer que seja, ser um incentivo ao filosofar.



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Desafio:






Considerando que um enigma filosófico pode servir de alimento são a uma mente sedenta pelo saber, lê o texto que apresentamos, extraído da obra de Peter Cave, Duas vidas valem mais que uma?, que tem como principal objetivo confrontar os leitores com 33 enigmas filosóficos, perante os quais nenhuma mente desperta fica indiferente.







- Posso servir-me?



Eis aqui algumas palavras, uma cortesia de John Audrey, sobre Thomas Hobbes, o filósofo político do século XVII. As pessoas costumam entusiasmar-se por Hobbes ao lê-las.




Ele foi muito caridoso (o melhor que a capacidade dele permite) para aqueles que eram


verdadeiros objetos da sua generosidade. Uma vez, lembro-me eu, ao passar na Strand,


um pobre velho enfermo pedia esmola. Ele [Thomas Hobbes], olhando-o com piedade e


compaixão, levou a mão ao bolso e deu-lhe seis centavos. Um clérigo que estava por perto


disse:



- Teria feito isto, se não fosse um mandamento de Cristo?



- Sim.



- Porquê?

- Porque eu fiquei condoído com a condição miserável do velho e agora a minha esmola, por lhe ter dado algum alívio, também me aliviou.



A moral que se tira muitas vezes dessas histórias é que nunca agimos sem ser no nosso próprio interesse. É verdade que por vezes ajudamos os outros, mas isto é só para aliviar o nosso desconforto em os ver no desconforto e é o que acaba por nos motivar.



A história que é sugerida é que todas as nossas ações, apesar das aparências dizerem o contrário, são na verdade centradas em nós, são egoístas. A mãe que corre para uma casa em chamas para salvar o seu filho é motivada pelo medo, medo de como se sentiria se deixasse o seu filho morrer. Os santos que sacrificam as suas vidas, a defenderem as suas crenças cristãs. são motivados pelo desejo de irem para o céu e não para o inferno, depois de morrerem. Os ateus que, por dever, se oferecem como voluntários para ajudar os sem-abrigo, na verdade, apenas querem sentir-se bem consigo mesmos e talvez impressionar os vizinhos.



A última ponderação, se nos atrevermos a desafiar o acima exposto, é que quando executamos qualquer ação, temos de ter alguma motivação - e isso quer dizer que, de alguma forma, queremos fazê-lo e assim agimos para satisfazer esse querer. Mas se estivermos a fazer alguma coisa para satisfazermos os nossos quereres, então agimos de modo egoísta. Esse é o argumento genérico. O que nós queremos pode não coincidir com os nossos próprios interesses, por isso o raciocínio precisa de falar sobre como agimos de acordo com o que queremos ou o que achamos que é o nosso próprio interesse. (Peter Cave, Duas vidas valem mais que uma?)




Formulado de forma mais simples, o enigma filosófico transcrito exprime-se da seguinta forma: Será possível fazer alguma coisa, mesmo que seja de modo altruísta, que não seja por interesse próprio?



Deixa na caixa de comentários a tua posição, devidamente fundamentada. Vamos lá filosofar!

8.11.11

Orientações para o teste intermédio e exame final

Orientações para a preparação do teste intermédio e do exame final (opcional) de filosofia.
Exame aqui. Teste intermédio aqui.

2.11.11

Teremos ou não a obrigação ética de ajudar os mais pobres? II




Este livro já foi aqui apresentado, pela professora Graça Silva. Neste pequeno vídeo, divulgado pelo Centro de Ciência Viva Rómulo de Carvalho, o físico Carlos Fiolhais sublinha o interesse de mais este trabalho de Peter Singer, porque a filosofia, como ele próprio diz, interessa para a ciência porque interessa para o conhecimento.



22.10.11

Dos ares da Serra com Wim Mertens



Imagens da Serra dos Candeeiros, captadas em Fevereiro de 2009, perto da localidade de Arrimal, concelho de Porto de Mós, Portugal, acompanhadas ao piano e voz por Wim Mertens, sobre tema denominado 'Geräusch', do álbum 'Der heisse brei', editado em 2000. Este artista atuou no cineteatro de Alcobaça há cerca de dois anos. (vídeo do youtube)

16.10.11

Teste intermédios

Segundo informação do Gave, aqui, só o 11.º ano fará teste intermédio no presente ano letivo.

8.10.11

Uma boa forma de começar

Ao clicares no título deste post, terás acesso, em formato digital, a um livro que brevemente chegará às livrarias da autoria de Desidério Murcho. Neste livro, o seu autor propõe-se explicar o significado de setes ideias que ficaram célebres na filosofia, algumas das quais já tivemos oportunidade de mencionar nas aulas.

"Só sei que nada sei", "No meio está a virtude", "Penso, logo existo" são algumas das ideias que serão analisadas e contextualizadas historicamente.

Trata-se de uma boa forma de começar a ler filosofia sem receio de nada se compreender.

7.10.11

STEVE JOBS (1955-2011)

"O teu tempo é limitado, por isso não o gastes a viver a vida de outra pessoa. Não caias na armadilha do dogma, que é viver de acordo com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixes que o barulho criado pela opinião dos outros silencie a tua voz interior. E, acima de tudo, tem a coragem de seguir o teu coração, a tua intuição. Por uma razão qualquer, eles já sabem o que tu queres ser. Tudo o resto é secundário."

Steve Jobs

3.10.11

O que um problema tem de ter para ser filosófico?



São muitos os problemas com que o ser humano se depara, mas nem todos têm utilidade para a filosofia. Importa, então, saber o que um problema tem de ter para ser filosófico.


Em primeiro lugar, são filosóficos os problemas que as ciências empíricas (biologia, física, sociologia, psicologia, ...) não conseguem resolver mediante a observação e a experimentação. Daí se poder dizer que os problemas filosóficos são conceptuais e a priori, na medida em que só podem ser resolvidos usando o pensamento e a discussão críticas, por oposição aos problemas empíricos.


Em segundo lugar, nem todos os problemas que apenas podem ser resolvidos usando a argumentação são filosóficos. Tomemos o seguinte problema como exemplo: "Devem os mais ricos pagar um imposto especial?" Este problema é discutível e para ficarmos esclarecidos relativamente a ele, exige a argumentação, mas não é filosófico. Assim, nem tudo o que é discutível é filosófico. Para que um problema, cuja solução depende da discussão crítica, seja filosófico é necessário que indague sobre a natureza da realidade, do conhecimento e dos valores, ou seja, questione crenças básicas (crenças de cuja verdade ou falsidade dependem as demais crenças).


Há quem, erradamente, julgue que a filosofia se envolve em charadas, tais como a de saber quem veio em primeiro lugar, se o ovo ou a galinha. Há também quem argumente que os filósofos se ocupam de problemas que jamais alcançarão uma solução, pelo que esses problemas ou são desnecessários ou estão mal formulados. Aliás, existiu mesmo um filósofo, Ludvig Wittgenstein, que defendeu que não existem problemas filosóficos, pois estes resultariam de uma má formulação, na medida em que na condição de problema apenas devem constar os que têm solução. Contudo, estes argumentos não são muito aceitáveis, pois existirão sempre problemas que ao incidirem em temas de difícil averiguação empírica, apenas poderão ser objeto de reflexão e de discussão. Por outro lado, considerar que a filosofia é inútil apenas porque não alcança resultados com as suas investigações significa ignorar o acervo de conhecimentos que a nossa civilização foi acumulando ao longo de dois milénios e meio, bem como relegar para segundo plano competências que se exigem dos cidadãos, tais como a de saber pensar, saber argumentar e saber tomar posição face a determinadas situações, bem como agir de forma correta e legítima.

A filosofia não é a ciência com a qual ou sem a qual se fica tal e qual, é antes uma disciplina que nos permite construir o nosso pensamento e nos ajuda a ficar esclarecidos sobre problemas que mais nenhuma ciência ousa tratar.


Desafio: Formula na caixa de comentários um problema filosófico. De seguida, indica a área da filosofia ao qual ele se adequa.




26.9.11

Filosofia como prova de ingresso ao Ensino Superior

Aqui podes consultar o documento que viabiliza o Exame Nacional de Filosofia (a realizar no ano letivo 2011/2012) como Prova de Ingresso ao Ensino Superior. Nele poderás, portanto, encontrar os cursos que passarão a exigir (uns já em 2012 outros só para 2013) a Prova de Ingresso a Filosofia.

(Fonte: Blogue Dúvida Metódica)

P.S.: O blogue Logosecb aproveita a ocasião para felicitar todos os alunos que ingressaram no Ensino Superior.

14.8.11

Boas razões para revermos alguns hábitos

Um grande número de crianças e de adolescentes portugueses só dorme metade do que precisa, revelam os inquéritos que Teresa Paiva e Helena Rebelo Pinto realizaram recentemente em escolas de Lisboa e de Soure. "Estudos recentes comprovam taxas de sonolência excessiva em mais de 50 por cento dos estudantes, o que tem um impacto evidentemente negativo no sucesso escolar", diz a neurologista.

Especialmente em época de férias é comum encontrar jovens que adoptam uma rotina de sono trocada em relação ao dia e à noite. Saem e divertem-se até de madrugada, deitam-se de manhã, dormem até meio da tarde e "acordam" já de noite para voltarem a deitar-se de madrugada. Mesmo em tempo de aulas, embora reduzam este ritmo, a tendência para deitar tarde e levantar cedo e portanto dormir pouco mantém-se entre grande número de crianças e de jovens portugueses. Uma prática que pode ser "altamente prejudicial", alerta Teresa Paiva. "As crianças que dormem menos do que precisam têm um risco aumentado de hipertensão arterial, de diabetes, de insucesso escolar, de depressão e de insónia", explica, chamando a atenção para a gravidade da situação, já que se trata de "doenças crónicas que são problemas para toda a vida".

Dormir menos do que se precisa "afecta ainda a aquisição de conhecimentos abstractos" e traduz-se no insucesso escolar e nas dificuldades em relação à aprendizagem da Matemática, o que já se tornou num "problema nacional".
Mesmo que os jovens que trocam o dia pela noite acabem por dormir o mesmo número de horas, esse sono "não tem qualidade", afirma a médica. "Dormem fora da fase do sono, portanto o sono nunca tem tanta qualidade e sabe-se que, para além da depressão e da obesidade, o dormir assim tem um risco aumentado de cancro". Continuar a ler.




Paula Torres de Carvalho, Jornal Público Online

29.7.11

O Problema da discriminação positiva das mulheres II

Fernando Botero, Quatro Mulheres, 1965


“A discriminação positiva é uma forma de lutar activamente pela igualdade ”


Existe um certo tipo de discriminação, chamada discriminação positiva ou acção afirmativa. Trata-se da criação intencional de condições desiguais para favorecer as vítimas de desigualdades, de conceder um tratamento preferencial, em certas circunstâncias, a indivíduos de grupos minoritários e reconhecidamente desfavorecidos, neste caso concreto, as mulheres.
O problema da discriminação positiva é um problema de Filosofia Social e Política que consiste em saber se, deveremos dar um tratamento preferencial aos grupos sociais mais desfavorecidos. Como as mulheres foram, e são muitas vezes, vítimas de desigualdades, será que devem ser tratadas de modo preferencial? Pensamos que sim. Só dessa forma lutamos activamente pela igualdade plena no futuro.
Quem é contra a nossa posição defende que a discriminação positiva gera ressentimentos que seriam por sua vez, geradores de mais discriminação e preconceitos, impedindo a justiça social. Mas esta forma de argumentar a nosso ver, não tem em conta a solidariedade, o sermos capazes de nos colocar no lugar de quem é efectivamente discriminado. A fragilidade destas pessoas só pode ser superada se a sociedade assumir a sua parte de responsabilidade e ajudar a superá-la. Se há pessoas que conseguem ultrapassar as suas limitações, muitas outras não conseguem fazê-lo sozinhas. Nestes casos, a discriminação positiva é uma forma de aplicar na prática, a solidariedade que defendemos em teoria.
Quem argumenta que a acção afirmativa responsabiliza as gerações actuais pelos erros das gerações passadas, tem alguma razão mas não em todas as situações. Cada geração usufrui de privilégios que não foram construídos por si e tem de trabalhar no sentido de ultrapassar erros passados. Se isso não acontecesse, os erros perpetuar-se-iam e não haveria justiça moral nem social. Se queremos construir uma sociedade justa então é útil combater as injustiças e o único modo de fazê-lo é começar a fazê-lo agora. Para isso é necessário criar medidas que permitam às mulheres, vítimas de condições desiguais no passado, ultrapassar a injustiça de muitas leis e normas sociais que as impediam por exemplo, de trabalhar fora de casa, pois era considerada uma tarefa masculina, os homens é que tinham o “dever” de sustentar a família.
É até um dever social praticar a discriminação positiva, para prevenir desigualdades futuras já que numa sociedade justa, é útil combater as injustiças resultantes de qualquer discriminação. Porque isso é a melhor forma de promover a igualdade de oportunidades no futuro.
Há ainda um outro argumento contra a discriminação positiva, o “Argumento da Violação dos Direitos”, este afirma que a discriminação positiva exemplifica um caso em que os fins que se pretendem atingir, uma sociedade mais igualitária, sendo louváveis, não podem servir para justificar os meios que não são moralmente aceitáveis. Ou seja, a discriminação positiva não deveria ser praticada pois é moralmente errado beneficiar as mulheres, porque isso viola os direitos gerais das pessoas. Logo ninguém deveria ser discriminado positivamente.
Mas de que direitos estamos a falar? Os direitos em causa são facultados pela lei, se antes a lei favorecia certas pessoas, hoje, para restabelecer o equilíbrio temos de favorecer outras pessoas. Por vezes é necessário discriminar para repor a justiça, senão a injustiça prevalece e não há forma de termos uma igualdade genuína.
Assim sendo pensamos que devemos discriminar positivamente as mulheres para começarmos a construir hoje, uma sociedade mais justa.

Beatriz Inácio, Filipa Martins e Mariana Justo

10.º F

Desenvolvimento Comunitário na Benedita: 50 anos depois, que impactos, que visões para o futuro?


No âmbito das celebrações dos 50 anos do projecto de desenvolvimento comunitário ocorrido no início dos anos 60 do século XX, na Benedita, os Rotários lançam um desafio para assinalar a efeméride : " Reafirma-se a necessidade de um amplo envolvimento e participação que envolva entidades, organismos e pessoas da freguesia, bem como investigadores e instituições universitárias " e propõem, concretamente, a participação do Externato Cooperativo da Benedita neste projecto, já que se trata de uma instituição que tem a sua génese nesse movimento comunitário.

A Benedita nos anos 60

O programa TV Rural da autoria do Eng. Sousa Veloso, cuja voz podemos ouvir, esteve na Benedita para mostrar como foi aqui iniciado um programa de "Desenvolvimento Comunitário".
Trata-se de um documento sobre um momento importante da história da Benedita que nos permite uma espécie de viagem no tempo, muito interessante, e que é a prova de que os tempos difíceis podem ser ultrapassados.
Saliento o momento em que, no final do segundo vídeo, se refere a criação de uma cooperativa de ensino que permitirá assim a continuação dos estudos aos jovens da terra, fala-se obviamente do ECB.




Para ver mais dois vídeos: