Ter autonomia de espírito, ter consciência do mundo e fazer fazer escolhas próprias é melhor, de longe, do que ser passivamente feliz em prejuízo destas coisas. (Anthony Grayling)
11.9.13
Regresso às aulas
Bom regresso à escola. Ao trabalho, aos professores, aos colegas, aos amigos e, sobretudo, um excelente encontro ou reencontro com a filosofia.
13.7.13
A educação é a única solução
A jovem Malala, baleada pelos taliban no regresso da escola, esteve na ONU e fez um discurso que vale a pena ouvir com atenção. Ver AQUI.
30.4.13
O problema da indução
Uma entrevista da série NO JARDIM DA FILOSOFIA, com António Zilhão (Universidade de Lisboa) sobre o problema da indução, (encontrado no blog da Crítica).
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4.4.13
De Rerum Natura: PRÉMIO UNICÓRNIO VOADOR 2012

Neste momento em que os alunos, do 11º ano, refletem acerca do valor da ciência e sobre o que distingue as teorias científicas das não científicas, pareceu-me pertinente, e refrescante, divulgar a atribuição deste prémio.
De Rerum Natura: PRÉMIO UNICÓRNIO VOADOR 2012
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21.3.13
Into the Wild, into the minds
Recentemente, na aula
de Filosofia vimos e analisamos, um filme inebriante e inspirador, Into The Wild. Realizado por Sean Penn,
é a interpretação cinematográfica da aventura de Christopher McCandless que, com 22
anos, sente que vive uma falsidade encenada pela sua família, sendo o seu pai bígamo
e a sua mãe conivente, ambos um pouco superficiais, contrastando com
Christopher, que vivia alimentando o intelecto dispensando o materialismo,
futilidade, hipocrisia e modo de vida consumista. A sua identidade não está ainda
definida e é no âmbito da procura de si mesmo, do âmago da felicidade e da autenticidade
pessoal que parte para uma aventura, rumo ao Alasca. É nesta viagem que o filme
se centra.
Ao longo dos dois anos de aventura, o protagonista assume-se
como naturalista radical e adota o nome de "Alex Supertramp", Alex
Vagabundo. A sua posição relativamente à felicidade é clarificada quando, no
leito da sua própria morte por inanição e no auge da sua consciência, Christopher
se liberta dos seus dogmas e, ao imaginar-se nos braços da família, reavalia a
sua vida e concluí que a felicidade só é
verdadeira quando é partilhada.
O filme propõe reflexão, na qual se
evidenciam vários problemas filosóficos. Questões como as relações afetivas,
identidade, sentido da vida, verdade, egoísmo psicológico, livre-arbítrio, sociedade
e felicidade, são algumas delas e são matéria exigente do espírito e pensamento
livre de dogmas, mantendo-se atuais.
Este é um filme muito bem construído e especial, desde a
narrativa em retrospetiva bem elaborada e conseguida, passando pela banda sonora
– criada por Eddie Vedder e interligada com a ação em si -, enriquecendo-se com
as excelentes captações da natureza com que o espectador é presenteado, percorrendo
o excelente trabalho do elenco - particularmente a excelente “encarnação” de
Christopher, pela parte de Hemile Hirsch - passando pela carga emotiva incutida
nas cenas e pela contextualização de citações clássicas que contribuem em muito
para a reflexão pessoal e, enriquecimento cultural. A história em si, é deveras
comovente. Concluindo, este foi o filme mais espetacular que já vi, pois
observando a descoberta de Christopher, o conhecimento de si mesmo e do mundo,
procuramo-nos também a nós próprios e conhecer o nosso interior é aprender a
exterioriza-lo e, assim, viver.
Beatriz Lourenço 10.º E
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20.3.13
Seremos Livres?
Kazimir Malevich (1878-1935), Pressentimento Complexo
A
liberdade que temos ou não relativamente às nossas escolhas levanta fortes
dúvidas. Os conhecimentos que temos da Natureza levam-nos a acreditar que
vivemos num Universo determinista, em que tudo está determinado, quer pelas
Leis da Natureza, quer por acontecimentos anteriores. Mas surgem factos e
teorias que nos levam a acreditar que a questão não é assim tão simples e
clara. É assim que surge o problema do livre-arbítrio: seremos nós seres livres
com total responsabilidade para escolher o que julgamos ser melhor para nós? Este
é o problema metafísico de saber se temos ou não livre-arbítrio. Ao longo da
História, este assunto foi abordado a par da noção de pecado, no entanto, este
problema mantém-se atual: os conhecimentos que vamos adquirindo nas ciências
levam-nos a questionarmo-nos quanto à origem das nossas ações.
Todos os acontecimentos são
condicionados por diversos fatores que os influenciam, sejam eles de ordem
sociocultural, psicológica ou fisiológica. No entanto, isto não é suficiente para
nos levar a aceitar o Determinismo radical, posição segundo a qual não há
livre-arbítrio e tudo está determinado. É imperativo não confundir determinismo
com fatalismo. Enquanto o determinismo defende que se tomarmos determinada
atitude as consequências desta não são possíveis de alterar, o fatalismo
defende que mesmo mudando as cadeias causais nada do que possamos fazer terá
efeito nas atitudes que iremos tomar. O argumento que sustenta o determinismo
radical tem como primeira premissa: ‘se o determinismo é verdadeiro, não há
livre-arbítrio.’ A segunda premissa afirma o determinismo como verdadeiro, pelo
que conclui que o livre-arbítrio é uma ilusão. Este argumento mostra-nos que o
livre-arbítrio só seria possível se pudéssemos agir de maneira diferente
perante as mesmas condições e a mesma cadeia causal, ou seja, pudéssemos
escolher não concretizar alguma situação quando todos os acontecimentos
propiciassem a que tal acontecesse. Não é plausível que tal possa acontecer,
pois no nosso quotidiano pressupomos que perante determinada causa surja
determinado efeito, as Ciências Naturais comprovam isso mesmo. O determinista
pode concluir que o livre-arbítrio é uma ilusão uma vez que todas as decisões
que sentimos tomar surgem de condições que não pudemos controlar.
No entanto, a responsabilidade moral
pode ser um impedimento à aceitação desta posição determinista, pois se tudo
estivesse à partida determinado não haveria legitimidade para condenar e
castigar quem efetuasse qualquer infração ou crime. Neste caso, se
considerássemos que os crimes estavam designados para acontecer teríamos de
considerar que também as condenações estavam determinadas, o que retira
utilidade às Forças de Segurança. Podemos no entanto defender que,
independentemente da responsabilidade moral que os criminosos tenham ou não,
terão de ser castigados, de modo a dar o exemplo e a evitar que outros cometam
o mesmo crime, dissuadindo-os e prevenindo situações futuras. No entanto, há
outro problema, quando agimos já estamos a manifestar a nossa vontade, ao
aceitarmos que não somos responsáveis pelas nossas atitudes perdemos o sentido
de viver e de participar ativa e criticamente na sociedade.
Ao contrário do Determinismo
radical, um Libertista defende que nem todos os acontecimentos estão
determinados e que temos liberdade para efetuar as nossas escolhas após um
período de ponderação e que essas escolhas serão da nossa responsabilidade,
pois podíamos ter escolhido outra opção. O argumento principal propõe que ‘se
há livre-arbítrio, o determinismo é falso.’ Afirma o livre arbítrio, o que nos
conduz à conclusão de que o determinismo é falso. Só temos livre-arbítrio se
pudermos tomar decisões sem que os acontecimentos passados interfiram com elas.
O argumento que defende que vivemos num Mundo determinista não invalida a
teoria apoiada pelos libertistas, uma vez que as ciências onde se verifica
sempre o par causa-efeito são naturais e não conseguem prever a psicologia
humana. Uma ação livre não pode ser apenas a continuação de uma enorme cadeia
causal, pois aí aceitaríamos o Determinismo radical, tem de desenvolver a sua
própria cadeia estando sobre o controlo do agente.
Mas também esta teoria tem problemas:
mesmo que as ações efetuadas não tenham sido baseadas em acontecimentos
anteriores tiveram alguma influência de desejos ou crenças do agente, pois caso
isso não acontecesse teriam sido aleatórias, e ambas as situações negam o
Libertismo. É objetivo dos libertistas encontrar então pelo menos um ato sem
influências de cadeias causais anteriores e que não tenha sido um acaso, mas
esse é o seu maior desafio.
Há uma terceira resposta, designada
Determinismo moderado. Esta compatibiliza o Mundo físico determinado pelas Leis
da Natureza com a oportunidade de arbitrarmos algumas situações da nossa vida. O
Determinismo moderado admite assim uma forma mais fraca de livre-arbítrio, com
a justificação de que, apesar das cadeias causais que coordenam as nossas
ações, é possível tomar ou não certas decisões, tornando-nos responsáveis por
elas. Esta teoria reformula, também, os conceitos de causa e de liberdade:
somos livres para escolher caso as nossas motivações não tenham sido originadas
por coações ou outro tipo de controlo de outrem sobre nós. Podemos justificar
esta posição do seguinte modo: ‘As nossas ações são livres se resultam do que
queremos.’ (premissa 1). A segunda premissa explicita o facto das causas
(crenças e desejos) não serem determinantes, mas serem sim, meras inclinações,
sendo assim possível concluir que podemos compatibilizar o determinismo
(causas) com o livre-arbítrio (escolhas livres).
Também esta resposta não está isenta
de problemas: podemos defender que constrangimentos e inclinações são o mesmo,
comparando a teoria compatibilista com o Determinismo radical, apenas apresentando
uma única diferença relevante: o apoiante do Determinismo radical aceita estar
a ser influenciado por coações ou acontecimentos anteriores, enquanto o Determinista
moderado recusa o conhecimento dessas situações e justifica que as suas crenças
e desejos não podem servir como justificação para coisa alguma. Há ainda outra
objeção, por exemplo, John Searle, mostra-nos que é impossível agir sem
pressupor o livre-arbítrio radical e até que, se recorrermos ao exemplo da
física e da química, tudo pode ser causalmente explicado. O filósofo pretende
expor a sua ideia de que esta forma de Determinismo ainda não assenta em
argumentos suficientemente plausíveis para resolver o conflito entre o
determinismo e o livre-arbítrio. Contudo, esta é a teoria que melhor soluciona
o problema do livre-arbítrio. É evidente que o passado influencia algumas
decisões que tomamos, pois caso isso não acontecesse todos os nossos atos
seriam isolados e não fariam sentido na complexidade dos nossos dias. No
entanto, considero que nenhuma das posições estudadas é totalmente
satisfatória.
Inês Couto 10.º D
Referência:
ALMEIDA, Aires;
TEIXEIRA, Célia; MURCHO, Desidério; MATEUS, Paula; GALVÃO, Pedro; A Arte de
Pensar, Filosofia 10º ano; Lisboa; 2010; Didáctica Editora
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Trabalhos dos alunos
Celebração do Dia Mundial da Filosofia
Jacques - Louis David (1748-1825), A morte de Sócrates
No
dia 15 de novembro celebrou-se mais um Dia Internacional da Filosofia,
instituído pela Unesco desde 2002. À semelhança de outros anos, o grupo de
Filosofia, assinalou este dia com a análise e discussão de um excerto de
Críton, de Platão. O tema proposto pela Unesco, este ano foi “as gerações
futuras”, que se enquadra perfeitamente no “clima de incerteza” que se vive
atualmente.
Inspirando-nos
em James Rachels, Os Problemas da
Filosofia, propusemos aos alunos uma reflexão sobre os direitos e deveres
de cidadania. Assim, A partir dos argumentos de Sócrates, baseados no dever de
respeitar as leis, no dever de obediência ao Estado e no dever de cumprir os
contratos, questionamos:
Devemos
obedecer sempre ao Estado? Desobedecer excecionalmente a uma lei injusta
implicará a destruição do Estado? A nossa vida é comparável à sobrevivência do
Estado? Não haverá situações em que surgem dúvidas razoáveis quanto à
legitimidade das leis? Se o Estado condena injustamente, será que ainda podemos
falar de quebra de contrato? Deveria Sócrates aceitar a pena de morte, ainda
que injusta, ou fugir da cidade? Quais as consequências que daí adviriam? Não
poderia Sócrates fugir e tentar provar depois a sua inocência à semelhança da
personagem Dr. Richard Kimble em O Fugitivo?
Eis
duas respostas diferentes:
Sócrates
devia recusar a condenação injusta
Será que vale a pena morrer para salvar a
nossa honra, ou a vida é mais importante mesmo que a nossa honra seja posta em
causa? Esta é uma questão que envolve a nossa dignidade. Se aceitarmos morrer
para salvar a honra, salvamos a nossa dignidade, mas não valerá de muito, pois
o que importa a dignidade se estivermos mortos? Se escolhermos viver, pelo
menos poderemos desfrutar da vida. Por outro lado, a dignidade pode ser mais
importante que a vida, pois é a forma como vivemos e morremos que é recordada
pelas pessoas que nos conhecem. Esta é sem dúvida uma questão importante.
Na Grécia antiga, a dignidade e a
honra eram qualidades humanas muito importantes mais valiosas que a própria
vida. Sócrates, injustamente condenado à morte, tinha duas hipóteses: aceitar a
sentença de morte ou sair da sua cidade, Antenas. Se Sócrates saísse da cidade,
iria contra os seus princípios e comprometeria o futuro da sua família, que
seria com ele ostracizada. Se aceitasse a pena, podia salvar a sua honra e a da
sua família. Hoje em dia, a honra e a dignidade já não significam tanto para as
pessoas como significavam no tempo de Sócrates. Por exemplo, muito poucas
pessoas teriam a coragem de enfrentar a morte, apenas para não serem ostracizadas.
No diálogo Críton, Sócrates apresenta vários
argumentos contra a sua fuga da cidade. O primeiro é que ele deve obedecer à
lei, porque desobedecer-lhes é destruí-las; tal como devemos obediência aos
nossos pais, também devemos obedecer às leis, que nos fazem “nascer” cidadãos.
Além disso, Sócrates, não contestando a lei e vivendo na cidade, aceitou
implicitamente o contrato social, que seria violado caso ele não aceitasse a
pena a que tinha sido condenado. Não respeitar os contratos leva também à
destruição das leis e do Estado.
Os argumentos parecem convincentes,
mas pergunto-me: valerá a pena morrer para não desrespeitar as leis? Será que
as leis valem mais do que a nossa própria vida? Eu penso que não e acho que
Sócrates devia sair da cidade. A vida é muito valiosa, porque não sabemos se
teremos a oportunidade de viver outra, por isso, quanto mais tempo vivermos,
melhor. Se isso significar a infração de alguma lei, que seja, todos os dias há
infrações e uma infração pontual não destrói a lei nem o Estado. Além disso, nenhuma
lei pode ser mais importante que as pessoas. No lugar de Sócrates, nunca aceitaria
uma condenação injusta. É por isso que o admiro, pela sua bravura e coragem.
Bruno Tereso,10.º D
Sócrates
agiu bem aceitando a pena de morte com dignidade
Em diversas situações a
dúvida recai sobre nós: deparamo-nos com problemas em função dos quais somos
obrigados a fazer escolhas. Escolhas essas que podem ajudar-nos ou
prejudicar-nos apenas em determinada situação ou, por outro lado, escolhas que
podem influenciar toda a nossa vida. Sobre Sócrates abateu-se a dúvida sobre se
deveria fugir da prisão ou aceitar a sentença que lhe havia sido destinada,
ainda que injusta. Apesar de, atualmente, a pena de morte já não existir no
nosso país, os dilemas continuam a ser os mesmos: obedecer ao que é decretado
pelos Tribunais? Ou tentar defraudar essas decisões e viver como se nada de mal
tivesse sido feito? Não falemos apenas de situações extremas como a de Sócrates:
em pequenas coisas, fuga aos impostos, falta de pagamento de uma multa, …
estamos já a fugir às legislações e a contribuir para que outros pensem fazer o
mesmo, o que levará a um ciclo vicioso em que nos tentamos enganar uns aos
outros e ao Estado. Como cidadãos que somos, é nosso dever respeitar as leis e
aqueles que as regem.
E
sobre leis assenta também o problema de Sócrates. Após refletir sobre qual a
decisão mais acertada a tomar, ouviu a opinião de Críton que o aconselhou a
fugir da cadeia, ao qual Sócrates responde, invocando as Leis e apresentando
diversos argumentos. Refere a importância e o dever cívico de obedecer às leis,
pois caso isso não acontecesse, na sua opinião, o Estado destruir-se-ia. Referiu-se
ainda à analogia entre os pais e o Estado: se temos o dever de obedecer a uns,
não teremos também o dever de obedecer ao outro? Como terceiro argumento, invoca
o contrato tácito implícito e a importância de obedecer a qualquer contrato: se
usufruímos dos benefícios do Estado, temos para com ele uma obrigação de
respeito das leis e de todos os contratos.
No entanto, estes
argumentos merecem uma análise quanto à sua validade: será que desobedecer
excecionalmente a uma lei destruirá o Estado? A desobediência de uma pessoa a
uma lei não provocará nenhum impacto de maior, mas, se várias pessoas
procederem do mesmo modo, isso poderá trazer consequências negativas para todos
os cidadãos. Quanto ao segundo argumento, podemos questionar se devemos mesmo
aceitar tudo o que nos é proposto pelo Estado. Mesmo com os nossos pais, temos
a obrigação de ser críticos e chegar a um acordo que não seja injusto e
satisfaça as duas partes; então, se é feita uma comparação entre o Estado e os
nossos pais, a mesma situação deve acontecer: não devemos aceitar cegamente
tudo o que nos é comunicado, mas avaliar a veracidade e a lógica de cada lei e,
só depois, recorrer aos meios legais para contestar e procurar uma reavaliação
daquilo com que não concordamos. Recorrendo a um dos ensinamentos do filósofo
já anteriormente referido, Sócrates, percebemos que devemos ser críticos em
qualquer situação, nunca desrespeitando os outros, mas procurando expor a nossa
opinião de modo fundamentado. Relativamente ao acordo tácito que, supostamente fizemos
com o Estado, é importante referir que, se o órgão de justiça não julgar de
modo correto, não podemos falar de desobediência civil, pois já não houve um
exemplo positivo por parte do primeiro. Com este exemplo, podemos mostrar que o
contrato tácito não está a salvo de quebras.
Após refletir sobre os
benefícios e os malefícios de fugir da prisão, Sócrates concluiu que ao fugir
iria prejudicar a sua família e os seus amigos (uma das leis da Grécia Antiga
implicava os direitos de cidadania da família e amigos de alguém que
desrespeitasse uma lei) e preferiu morrer com dignidade, a viver escondido,
envergonhando-se das suas atitudes. Na minha opinião, o filósofo tomou a
decisão correta, resignando-se ao seu destino e respeitando a terra que sempre
tomou como sua. A dignidade e a capacidade de não fugir aos problemas são
valores muito importantes no caráter de uma pessoa, pois mostram quem somos.
Caso optasse por fugir da cidade, Sócrates identificar-se-ia como uma pessoa
fraca e que não honrava os seus compromissos e aquilo a que se propunha. Em
conclusão, são mais importantes os valores que defendemos e as nossas atitudes
do que os bens materiais que tanto caracterizam a nossa sociedade atual.
Inês Couto, 10.º D
Texto anteriormente publicado no Jornal Toque de Saída
13.3.13
Preocupo-me, LOGO EXISTO!
"A Europa vai entrar num declínio sob todos os aspectos - económico, cultural, intelectual. Aliás, se se vir a evolução das universidades na Europa, é aterradora. Não na parte das ciências exactas, mas no que era o chamado "ramo das humanidades" - e que infelizmente se passou a chamar "ciências sociais" - as universidades entraram numa decadência aflitiva. A universidade pública tem desprezado esse ramo do saber. Como é que se alimenta cultura e os valores da cultura, se se nega pertinência, validade e interesse àquilo que são saberes não científicos, mas que são saberes à mesma? Então a Guerra e Paz do Tolstoi, O Vermelho e o Negro do Stendhal, o D. Quixote do Cervantes, um trio do Schubert, a Filosofia, não interessam para nada? Todo este ramo do saber está descuidado e pervertido pelos estudos culturais e pelo pós-modernismo. Daqui vem uma ameaça à sanidade cultural do pensamento do Ocidente."
Fátima Bonifácio (a) , no Público, de 12/03/2013:
A não perder, esta oportunidade de ver bom teatro, tão perto de nós.
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Cine-Teatro de Alcobaça.,
Teatro
9.3.13
27.2.13
Lógica e Matemática... "A lógica é fofinha"
14.2.13
A filosofia dá espaço ao amor
Feliz Dia dos Namorados com «Paperman» - de John Kahrs
Vídeo do Youtube
4.2.13
27.1.13
A Memória do Holocausto
Dia Internacional da Memória do Holocausto. Tarde de 27 de janeiro de 1945, um sábado, as tropas soviéticas libertavam Auschwitz.
"Se isto é um homem"
Vós que viveis tranquilos
Nas vossas casas aquecidas,
Vós que encontrais regressando à noite
Comida quente e rostos amigos:
Considerai se isto é um homem
Quem trabalha na lama
Quem não conhece a paz
Quem luta por meio pão
Quem morre por um sim ou por um não.
Considerai se isto é uma mulher,
Sem cabelo e sem nome
Sem mais força para recordar
Vazios os olhos e frio o regaço
Como uma rã no Inverno.
Meditai que isto aconteceu:
Recomendo-vos estas palavras.
Esculpi-as no vosso coração
Estando em casa, andando pela rua,
Ao deitar-vos e ao levantar-vos;
Repeti-as aos vossos filhos.
Ou que desmorone a vossa casa,
Que a doença vos entrave,
Que os vossos filhos vos virem a cara.
in Se isto é um homem,de Primo Lévi, tradução de Simonetta Cabrita Neto
27.11.12
O Movimento de Paulo
Paulo Borges, professor no Departamento de Filosofia e investigador do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa; Presidente da Associação Agostinho da Silva e da União Budista Portuguesa; Vice-presidente da Associação Interdisciplinar para o Estudo da Mente; Diretor da revista Cultura ENTRE Culturas e Cofundador e presidente da Direção Nacional do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), criou um movimento com o objetivo de exigir a mudança do estatuto jurídico dos animais e, assim, proibir e punir os vários tipos de maus tratos a que estão sujeitos em Portugal.
Para aderir ao movimento ir a
http://www.portugal.gov.pt/pt/o-meu-movimento/ver-movimentos.aspx?m=1356
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15.11.12
Dia Mundial da Filosofia
Hoje, 15 de novembro, celebra-se o Dia Mundial da Filosofia, que tem como propósito incentivar o pensamento crítico e a mútua compreensão.
Este ano, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) vai enterrar uma cápsula do tempo na sua sede, em Paris, para ser aberta em 2062, na mesma data.
Todos podem deixar mensagens, fotos, desenhos ou objetos para as futuras gerações. O objetivo desta ação é incentivar as discussões sobre as questões contemporâneas. Este é um convite à reflexão sobre as consequências que as nossas ações terão no futuro e sobre o mundo que queremos deixar. Consulta as condições do projeto AQUI.
Nas nossas aulas, comemoraremos este dia lendo e analisando um excerto de um diálogo de Platão.
Imagem do Google Escola de Atenas, de Rafael.
Nas nossas aulas, comemoraremos este dia lendo e analisando um excerto de um diálogo de Platão.
Imagem do Google Escola de Atenas, de Rafael.
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Dia Mundial da Filosofia 2012
29.10.12
Teste Intermédio de Filosofia
Os alunos do 11º ano deverão realizar Teste Intermédio de Filosofia, no dia 17 de Abril de 2013. Podem consultar aqui os conteúdos (de 10º e 11º anos), que serão objeto de avaliação.
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Teste Intermédio 2012/2013
6.10.12
12.9.12
Bom Ano Letivo
E para começarmos bem...
20.7.12
Sócrates
Um filme de 1971, realizado por Roberto Rosselini, sobre um dos filósofos mais importantes da humanidade. Vale a pena ver...
19.7.12
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