A petição, da iniciativa da Associação Animal, que solicitava a aprovação de uma nova lei de proteção de todos os animais, conseguiu recolher mais de 40000 assinaturas (entre estas, a minha). Isto prova a vitalidade de alguns setores da sociedade civil e é exemplo dos mecanismos que temos à nossa disposição como formas de intervenção ativa na política.
Um passo em frente, embora abranja, ainda, só os animais de companhia. Faltam mais passos no sentido de que todos os animais sejam abrangidos por medidas de proteção.
"Os animais não são objetos, têm direitos e devem ser respeitados."
Nascido numa
família de nobreza tribal, numa pequena aldeia do interior da África do Sul,
onde possivelmente viria a ocupar cargo de chefia, abandonou este destino aos
23 anos ao partir para a capital, Joanesburgo. Iniciou aí os seus estudos na
faculdade, bem como a sua atividade política. Foi advogado e líder da
resistência não-violenta da juventude. Foi posteriormente réu, num infame
julgamento por traição e foragido da polícia, tornando-se, durante 27 anos, o
prisioneiro mais famoso do mundo.
Foi o mais
poderoso símbolo da luta contra o regime do Apartheid e modelo mundial de
resistência. O Apartheid foi um sistema racista oficializado em 1948, que
segregou a população nas áreas residenciais nas escolas, transportes, cinemas,
lojas… em função da cor da pele. Em 1963, ano da prisão de Mandela, a África do
Sul possuía 17 milhões de habitantes segregados, dos quais 20% eram brancos
(3.250.000 pessoas), 68,3% negros (11.640.000 pessoas), sendo o restante
da população formada por 1.650.000 mestiços e 520.000 asiáticos.
Depois de dedicar 67 anos da sua vida ao serviço da humanidade, como
advogado dos direitos humanos e prisioneiro de consciência, tornou-se em 1994 o
primeiro presidente da África do Sul livre. Por esta razão, em sua homenagem, a
ONU instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia do seu nascimento, como
forma de valorizar, em todo o mundo, a luta pela liberdade, pela justiça e pela
democracia.
Em 1993, recebeu o Prémio Nobel da Paz e o título «Pai da Pátria» da
moderna nação sul-africana. Responsável pela refundação do seu país e pela
criação de uma sociedade multiétnica, torna-se no político mais galardoado em
vida.
Também foi criticado muitas vezes
por ser um pouco egocêntrico e por o seu governo ter sido amigo de ditadores
que se mostraram simpatizantes em relação ao Congresso Nacional Africano. Mas a
figura do ser humano que enfrentou dramas pessoais e permaneceu fiel ao dever
de conduzir o seu país, parece ter suprimido alguns aspetos negativos.
Foi considerado por Ali
Abdessalam Treki, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, "um
dos maiores líderes morais e políticos de nosso tempo".
Morreu hoje, aos 95 anos.
“A educação e o
ensino são as mais poderosas armas que podes usar para mudar o mundo."
(Nelson Mandela)
Embora sobre Mandela vos
ocorra, provavelmente, o recente filme de Clint Eastwood, protagonizado
por Morgan Freeman, «Invictus»,
eu sugeriria um filme britânico de 1987, dirigido por Richard
Attenborough, «CryFreedom» (que penso que, em português, se chamou apenas
«Biko»). O filmebaseia-se no testemunho
do jornalista Donald Woods sobre a vida do corajoso ativista sul-africano Steve
Biko e é protagonizado por Denzel Washington. O tema musical principal é de
Peter Gabriel.