20.7.09

Foi há quarenta anos...



Para todos os que gostam de reflectir sobre "o universo a vida e o viver".

18.7.09

Centro Ibérico de Nanotecnologia



Foi inaugurado em Braga, “o primeiro laboratório no mundo dedicado à nanotecnologia com um estatuto legal internacional e tendo Estados como membros”.

Imagem retirada do Google

O que é a Nanotecnologia?



Em português do Brasil.

17.7.09

"Com os pés na Lua"

"Um pequeno passo para o homem um salto gigante para a humanidade."

Frase proferida por Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar a Lua. Na missão Apolo 11 (Julho de 1969), seguiam também Edwin Aldrin, segundo homem a pisar a Lua (foto), e Michael Collins.
Mais informação no blog do astroPT.
Foto retirada da Wikipédia

16.7.09

Licenciatura virtual em Filosofia



Para todos os interessados em Filosofia, a Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica, criou uma licenciatura virtual. Mais informações aqui.

Imagem: Google

Para que serve a Filosofia?

Nota:


"Na Natureza nada se cria, nada se perde tudo se transforma"
Alguns posts que incluem vídeos, foram alterados. Esperamos que as alterações sejam do agrado dos nossos leitores.
Foto: Google

O mundo é a nossa casa



"HOME - Documentário da autoria do realizador francês Jeann Arthus- Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida."

É constituído por doze pequenos vídeos de aproximadamente 10 minutos cada um.

9.7.09

Revista de Ciência

A Universidade de Aveiro criou uma revista virtual de Ciência a "CAPTAR - Ciência e Ambiente para todos".
Informação do Público On-line

Apresentação:

“A Ciência ocupa hoje um lugar de relevo no desenvolvimento das sociedades. Assim, a aquisição de competências conducentes ao desenvolvimento do pensamento científico deve ser acessível a todos os cidadãos, e não apenas aos futuros cientistas, para que todos possam ter uma participação activa nas democracias modernas. (…)

(…) Pelo facto de se encontrar facilmente acessível on-line, a Revista Captar pretende ainda assumir-se como um campo de treino e aprendizagem de jovens investigadores, já que aqui os alunos do EBS, assim como os do ensino superior podem iniciar a sua actividade de comunicação em Ciência, submetendo artigos sobre os seus trabalhos de investigação na escola e passando pelo processo de revisão por pares, bem como pela tomada de consciência das responsabilidades e benefícios associados à publicação de um trabalho científico.

Mais ainda, esta é uma revista de divulgação científica junto do cidadão em geral, que, se a explorar, tomará conhecimento sobre as principais áreas de investigação na área das ciências naturais e ambiente, desenvolvidas em diferentes laboratórios e instituições de ensino superior nacionais. (…)”
In Revista CAPTAR, Nota de apresentação

Problemas da Filosofia





















" A noção de que, num sentido mais amplo, mesmo uma vida feliz é absurda costuma ser apoiada por duas ideias. Uma delas é que vamos morrer inevitavelmente; e outra é que o universo nos é indiferente.
Examinemos separadamente estas ideias.
Que atitude deveremos ter em relação à nossa mortalidade? Obviamente, isso depende do que julgamos que acontece quando morremos. Algumas pessoas acreditam que irão viver para sempre no paraíso. A morte, portanto, é como mudar para uma casa melhor. Se acreditamos nisto, devemos pensar que a morte é boa, pois ficaremos melhor depois de morrermos. Aparentemente, Sócrates tinha esta atitude, mas a maior parte das pessoas não a tem.
A morte pode ser, pelo contrário, o fim permanente da nossa existência. Se assim for, a nossa consciência extinguir-se-á e será o nosso fim. É importante compreender o que isto significa. Algumas pessoas parecem presumir que a inexistência é uma condição misteriosa, difícil de imaginar. Perguntam «Como será estar morto?» e ficam perplexas. Mas isto é um erro. A razão pela qual não conseguimos imaginar como é estar morto é o facto de estar morto ser como nada. Não conseguimos imaginar porque não há nada para imaginar.
Se a morte é o fim da nossa existência, que atitude devemos ter relativamente a isso? A maior parte das pessoas pensa que a morte é uma perspectiva terrível. Odiamos a ideia de morrer e estamos dispostos a fazer quase tudo para prolongar a nossa vida. Porém, Epicuro disse que não devemos recear a morte. Numa carta a um dos seus seguidores, defendeu que «A morte nada é para nós», já que quando estivermos mortos não existiremos e, não existindo, nada de mal poderá acontecer-nos. Não estaremos infelizes, não sofreremos (não sentiremos medo, preocupações ou aborrecimento) e não teremos desejos nem remorsos. Logo, concluiu Epicuro, a pessoa sábia não receará a morte. Epicuro acreditava que, ao eliminar o medo da morte, estas reflexões filosóficas podiam contribuir positivamente para a nossa felicidade durante a vida.
Há alguma verdade nisto. Ainda assim, esta perspectiva ignora a possibilidade de a morte ser má por constituir uma privação enorme - se a nossa vida pudesse continuar, poderíamos disfrutar de todos os géneros de coisas boas. deste modo, a morte é um mal porque põe fim às coisas boas da vida. Isto parece-me correcto. Depois de eu morrer, a história humana prosseguirá, mas não conseguirei fazer parte dela. Não verei mais filmes, não lerei mais livros e não farei mais amigos nem mais viagens. Se eu morrer antes da minha mulher, não conseguirei estar com ela. Não irei conhecer os meus bisnetos. surgirão novas invenções e far-se-ão novas descobertas sobre a natureza do universo, mas nunca irei conhecê-las. Será composta nova música, mas não irei ouvi-la. Talvez venhamos a estabelecer contacto com seres inteligentes de outros mundos, mas não saberei disso. É por esta razão que não quero morrer e que o argumento de Epicuro é irrelevante.
Mas será que o facto de ir morrer torna a minha vida absurda? Afinal, diz-se, o que interessa trabalhar, fazer amigos e constituir família se acabaremos por deixar de existir? Esta ideia tem uma certa ressonância emocional, mas envolve um erro fundamental. Temos de distinguir o valor de uma coisa da sua duração. Estas são questões diferentes. Uma coisa pode ser boa enquanto dura, mesmo que não vá durar para sempre. Enquanto controlaram o Afeganistão, os talibã destruiram diversos monumentos antigos. Isso foi uma tragédia porque esses monumentos eram maravilhosos, e o facto de serem vulneráveis não os tornava menos valiosos. Também uma vida humana pode ser maravilhosa, mesmo que tenha de terminar inevitavelmente. Pelo menos, o simples facto de que vai terminar não anula o [seu] valor."
James Rachels, Problemas da Filosofia, (2009) Gradiva, pp. 289-291, Tradução de Pedro Galvão.
Eminente filósofo americano, (1941-2003) James Rachels ficou conhecido pela sua intervenção no debate filosófico sobre a eutanásia e sobre o relativismo moral baseado na diversidade cultural. A presente obra, aborda as principais temáticas filosóficas da actualidade e destina-se a todos aqueles que gostam de pensar por si.

O Livro Oficial do Ano Internacional da Astronomia


Informação recebida da Gradiva. Clicar na imagem para ampliar.

3.7.09

A Finitude da Vida...

(…)
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
(…)



Fernando Pessoa, Tabacaria
Retrato de Fernando Pessoa por Almada Negreiros

Será a existência humana preferível à de um seixo?

"No século XIX, Schopenhauer, conhecido como sendo o filósofo do pessimismo, acentuou o sofrimento da vida humana: ou queremos alguma coisa que não temos ou temos o que queríamos. De uma maneira ou de outra, sofremos - através da falta do que queremos ou através do tédio pela falta de querer, agora que temos o que queremos. (...)
Se Shopenhauer estiver certo, não seria melhor ser um seixo, e não ter todas as experiências? Se fôssemos seixos na praia, as ondas e os tumultos seriam (...) levados pela maré. (...)
É um erro pensar que se desenvolvermos os meios para alcançar os fins, os meios são irrelevantes, sem qualquer valor em si mesmo e que são apenas os fins que importam. O nosso objectivo pode ser alcançar o topo do monte Everest, mas nós não queremos alcançá-lo simplesmente por qualquer meio. Queremos escalar a montanha, enfrentar as tempestades de neve, persistir na luta, sempre a subir. (...)
Shopenhauer pode ter razão no seu pessimismo, no sentido de a maior parte das vidas envolverem mais sofrimento do que satisfações. Muitos sofrimentos parecem mais ou menos inevitáveis - mesmo para os que são vencedores na vida. Há perdas de família, amigos e parceiros amorosos; a percepção da perda crescente de capacidades na velhice; e muito provavelmente, a experiência directa em nós próprios dessa perda de capacidades. (...) Há a percepção do sofrimento de milhões de outras pessoas, no passado, no presente e no futuro e dos animais. (...)
Qual é o propósito disto tudo? (...) Há objectivos e propósitos na minha vida - mas qual é o propósito ou objectivo da minha vida? (...) [E qual o] propósito de uma vida infinitamente longa?
Talvez devêssemos tomar consciência de que, para alguma coisa ter valor, ela não precisa de ter um propósito. (...)
As vidas podem ser valiosoas, em particular porque são vidas de pessoas apreciadoras das características do universo, da vida e de viver. É verdade, as vidas terminam; mas será que conseguiríamos sequer enfrentar a vida eterna? A consciência da morte envolve muitas pessoas em melancolias desanimadoras e opressoras de «Qual é o propósito?» Lembremo-nos de que não pode haver um propósito acima de todos os propósitos. Os propósitos devem acabar, assim como as explicações.
Todas as coisas que valorizamos, por mais raras e pequenas que sejam, trazem um propósito ou significado às nossas vidas - as amizades, os amores e os absurdos; essas memórias de paisagens entrelaçadas de paixões partilhadas e olhares dirigidos que magicamente seduzem e envolvem; a embriaguês de vinhos e palavras, meditações inconstantes e música, com os quais nos debatemos ao entrar nas noites nebulosas e sonolentas, os nossos sentidos revitalizados por águas cintilantes, tão necessárias de madrugada; as paisagens de mar com ondas selvagens, luares misteriosos e imagens e céus amplos que ampliam o olhar - deixam todas de existir; e curiosamente as mais encantadoras são muitas vezes aquelas nas quais nos perdemos e também deixamos de existir - se elas, e nós existimos em algum momento permanece intemporalmente verdade, fora de todo o tempo. Para os amantes da eternidade, melhor do que isso é impossível."
Peter Cave, Duas vidas valem mais que uma?, (2008), Academia do Livro, pp. 207 - 210. (Texto Adaptado)



Um bom livro para férias. Boas leituras!

2.7.09

Ler Mais...

O livro que eu recomendo? "Cosmos" de Carl Sagan.
As Razões? Além de ser uma obra prima sobre ciência, "Cosmos" é Arte, Filosofia, História... um "manual" sobre cultura, de leitura agradável e acessível a todos.
São razões mais do que suficientes para o reler nestas férias e o recomendar vivamente a todos, especialmente aos nossos alunos.
"A Terra é um lugar. Não é de modo nenhum o único lugar. Nem sequer é um lugar típico, porque o cosmos está, na sua maior parte, vazio. O único lugar típico é dentro do vácuo universal, vazio e frio, a noite eterna do espaço inter-galáctico, um lugar tão estranho e desolado que, em comparação os planetas, as estrelas e as galáxias parecem dolorosamente raros e belos."
Carl Sagan, Cosmos - As Costas do Oceano Cósmico, Gradiva, Pág. 19
Foi reeditado pela Gradiva, pode comprá-lo aqui.

Concurso: Ler + Ciência





"O Ler+Ciência é uma iniciativa conjunta do Plano Nacional de Leitura, da Fundação Calouste Gulbenkian e da Ciência Viva, que procura estimular a leitura de obras científicas (e de ficção científica) entre as crianças e os jovens."
O Concurso:
Cada concorrente deverá submeter uma apresentação de um livro de ciência, de divulgação ou de ficção científica, procurando suscitar o interesse de outras pessoas para a obra.
Ler mais aqui.