4.1.10

Albert Camus


Comemora-se hoje cinquenta anos sobre a morte de Albert Camus.
Escritor e filósofo nascido em Mondovi, Argélia em 1913 e falecido em França, em 1960, aos quarenta e sete anos de idade, num acidente de automóvel.
De família francesa, estudou em Argel em difíceis condições económicas.
Começou a trabalhar como jornalista, participando na resistência francesa contra a invasão alemã. Foi chefe de redacção do jornal Combat. Em 1942 consagrou-se com o romance O Estrangeiro, e o ensaio O Mito de Sísifo. A Peste, romance publicado em 1947, consagrou-o como grande escritor. Em 1957 recebeu o Prémio Nobel da Literatura.
Na base da sua obra está a reflexão sobre o absurdo. O homem de Camus, procura a justificação da sua existência e não a encontra, convertendo-se assim num estranho, um estrangeiro para si mesmo. Os seus livros testemunham as angústias do seu tempo, os dilemas e conflitos já observados por escritores como Franz Kafka ou Dostoiévski .
Camus é, com Sartre, o escritor mais representativo do existencialismo francês.

2 comentários:

Ana Luísa disse...

E nunca o absurdo, coisa tão estranha de se compreender e aceitar (se é que pode aceitar o absurdo), me pareceu tão belo como quando personificado pelo Estrangeiro. Camus é absolutamente incrível na forma como aborda o tema da existência, e notável enquanto escritor.

Graça Silva disse...

Olá Ana Luísa, obrigada pelo comentário.
Concordo contigo. O Estrangeiro é de facto uma obra prima. A morte prematura de Camus foi uma perda imensa para o existencialismo e para a literatura de modo geral. Aprecio mais o estilo singelo de Camus do que a verborreia de Sartre.:-)
Cump. Fil.
Graça