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20.7.12

Sócrates

Um filme de 1971, realizado por Roberto Rosselini, sobre um dos filósofos mais importantes da humanidade. Vale a pena ver...

17.11.11

"Libertas Philosophica"

Nascido em Itália, no ano de 1548, Giordano Bruno foi mais do que um mártir da falta de liberdade de expressão imposta por um tempo em que os pensadores e cientistas não poderiam ir além do princípio de autoridade. Ainda que os ideais do Renascimento já vigorassem na Europa, aqueles que pretendessem encontrar a verdade teriam de se restringir à Revelação divina e à física aristotélica. Porém, houve outros que ao longo da História não permitiram que o seu espírito se subtraísse às verdades impostas e, em consequência disso, sacrificaram a sua vida por uma ideia que despontava da experiência da liberdade de pensar, sonhar e filosofar.
Os seus cinquenta e dois anos de vida dão conta de um percurso atípico do intelectual renascentista: defensor dos princípios humanistas, frequentador das cortes europeias, orador em várias universidades, protegido de reis, correligionário de protestantes e de católicos, excomungado por católicos e protestantes. A sua ligação à religião preludia a que será de Espinosa, quase cem anos depois; as suas descobertas científicas são mais arrojadas que as de Galileu Galilei ou Tycho Brahé, defendendo-as de um modo tão feroz quanto foi o seu destino.
Dotado de uma capacidade extraordinária para usar o dom que os gregos chamavam de mãe das Musas, a Memória, foi requisitado por reis e nobres. Em 1590, cansado de vaguear pelas universidades europeias e de ensinar a teoria heliocêntrica, que na época mais ninguém se arriscava a propalar, aceitou o convite do nobre veneziano Giovanni Mocenigo para regressar a Itália, com a condição de o iniciar na arte da mnemotécnica (ou seja, a arte de desenvolver a memória). Porém, temendo que a avareza do seu aluno empregasse os seus ensinamentos nas más obras, recusou-se a fazê-lo. Por vingança, o seu discípulo aprisionou-o num quarto e denunciou-o ao Santo Ofício. Apesar dos dez anos de prisão, tortura e apresentação de provas em sua defesa, jamais renunciará aos princípios que defendia, e será condenado à morte na fogueira, sob a acusação de heresia.
Se defendia que os mundos eram infinitos tal como o seu criador, que Deus não é transcendente, mas imanente às coisas, que a Revelação não serve de prova científica, ou se defendia o heliocentrismo e a existência de vida inteligente noutros planetas, o Tribunal do Santo Ofício foi mais astuto e condenou-o por magia e bruxaria. No entanto, o filósofo italiano não era um mago. Munido de um espírito insaciável, cruzou a ciência e a razão com o misticismo e a fé, não segundo os ditames da época, mas rememorando ideais perdidos no esquecimento da história: peregrinando solitariamente por uma trama de caminhos cruzados entre o neoplatonismo e o hermetismo (conjunto de ensinamentos oriundo do Antigo Egipto que prestavam fidelidade ao deus da escrita e da medicina, Toth). A sentença do Tribunal concretizou-se a 17 de Fevereiro de 1600, no Campo di Fiori, em Veneza.
De Giordano Bruno não restaram muitas obras, pois a maioria foi acrescentada ao Índex, mas o princípio que perseguiu durante toda a vida perpetuou-se - Libertas philosophica - o direito de pensar, sonhar e filosofar.

Passados 402 anos da morte de Giordano Bruno, a humanidade, representada pela Unesco, em prol da defesa da liberdade de expressão e do pensamento racional, pode pôr em ato a "libertas philosophica" tão propalada pelo filósofo italiano.

Professores Graça Silva e Valter Boita

12.8.10

Fernando Savater

Fernando Fernández - Savater Martin, escritor e filósofo espanhol nascido em S. Sebastian no dia 21 de Junho de 1947. foi professor na universidade do País Basco e hoje é professor catedrático de Ética na Universidade Complutense de Madrid; autor de uma extensa obra em que se destacam livros dedicados aos jovens: Ética para um Jovem; Política para um Jovem; As Perguntas da Vida entre outros.

No vídeo, entrevista que o filósofo deu à RTPN.

7.4.10

Agostinho da Silva

Nasceu a 13 de Fevereiro de 1906 no Porto e faleceu em 3 de Abril de 1994, com 88 anos de idade. Além de professor, filósofo e investigador, Agostinho Baptista da Silva foi um grande escritor. No seu currículo constam mais de 60 obras.

Acima de tudo foi um livre pensador, exonerado do ensino público - durante o Estado Novo -, por se recusar a assinar um documento em que era suposto declarar que não pertencia a nenhuma sociedade secreta (lei Cabral, obrigatória para todos os funcionários públicos). Embora não fizesse parte de nenhuma sociedade desse género, recusou-se a assinar tal documento.
O excerto seguinte foi retirado do seu livro: "Sete cartas a um jovem filósofo":

"Do que você precisa, acima de tudo, é de não se lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus. Se o criador o tivesse querido juntar a mim não teríamos talvez dois corpos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem."
Ler mais sobre o autor aqui e aqui.


11.1.10

Pitágoras e a música

Pitágoras (c. 580-500 a.C.), é considerado um dos primeiros filósofos a par de Tales de Mileto (c. 624-546 a.C.), sendo ambos igualmente os fundadores do que hoje chamamos «ciência» (que eles não distinguiam da filosofia). Consta que foi Pitágoras o primeiro a usar a palavra filósofo. Quando lhe chamaram sábio, respondeu que era mais um filósofo que significa literalmente «o que ama a sabedoria».

4.1.10

Albert Camus


Comemora-se hoje cinquenta anos sobre a morte de Albert Camus.
Escritor e filósofo nascido em Mondovi, Argélia em 1913 e falecido em França, em 1960, aos quarenta e sete anos de idade, num acidente de automóvel.
De família francesa, estudou em Argel em difíceis condições económicas.
Começou a trabalhar como jornalista, participando na resistência francesa contra a invasão alemã. Foi chefe de redacção do jornal Combat. Em 1942 consagrou-se com o romance O Estrangeiro, e o ensaio O Mito de Sísifo. A Peste, romance publicado em 1947, consagrou-o como grande escritor. Em 1957 recebeu o Prémio Nobel da Literatura.
Na base da sua obra está a reflexão sobre o absurdo. O homem de Camus, procura a justificação da sua existência e não a encontra, convertendo-se assim num estranho, um estrangeiro para si mesmo. Os seus livros testemunham as angústias do seu tempo, os dilemas e conflitos já observados por escritores como Franz Kafka ou Dostoiévski .
Camus é, com Sartre, o escritor mais representativo do existencialismo francês.

15.11.09

Prémio Paz 2009

Ramin Jahanbegloo é um filósofo iraniano, professor na Universidade de Toronto, que recebeu o prémio Paz 2009, atribuído pela Associação das Nações Unidas de Espanha. Este prémio foi-lhe atribuído pela intensa actividade intelectual e política na defesa da não-violência, liberdade de pensamento e diálogo intercultural.
Estará em Portugal no próximo dia 24 de Novembro a fim de participar nas V Conferências internacionais de Filosofia e Epistemologia do Instituto Piaget em Viseu.
Nestas conferências participam também George Steiner e Henri Atlan.
Informação do jornal online CiênciaHoje.