René Descartes, compara “viver sem
filosofar” com “ter os olhos fechados sem nunca procurar abri-los". O que
ele quer dizer com isto é que se não filosofarmos podemos viver a vida toda sem
saber o que é certo ou não para nós e no que acreditamos que é o correto.
Eu
concordo com o que ele diz já que o filosofar ajuda-nos
a ordenar a nossa vida e o nosso corpo, o que quero dizer com isto é que
devemos perguntar-nos a nós mesmos quem somos? O que desejamos? Qual é o nosso
propósito? Ou até mesmo qual o nosso papel na Terra enquanto seres humanos. As
perguntas filosóficas são as que devemos fazer, uma vez que elas são básicas,
porque são gerais, comuns e radicais, estando nas raízes
e nos limites, mas também porque são conceptuais, ou seja, precisamos refletir
sobre elas para chegarmos a uma conclusão, não sendo respondidas através de observações
ou experiências.
Também
acho que são importantes para tomar decisões pensadas com calma, que foram
refletidas e que são mais benéficas, por exemplo, se alguém pergunta se achamos
que algumas pessoas têm mais direito que os outras, por impulso, podemos dizer
que sim, mas ao refletirmos, podemos mudar a nossa opinião assim dizendo que é
errado.
Este
último ponto leva-me a dizer que as questões filosóficas são as que nos fazem
refletir sobre o que é verdade ou mentira, benéfico ou prejudicial para nós e
para os outros. Quando somos pequenos a nossa família ensina-nos as crenças em
que eles acreditam, quando crescemos ao refletirmos sobre elas podemos, muitas
vezes, perceber que não concordamos com elas. Assim afirmando e encontrando os
nossos valores.
Para
concluir, só quero afirmar que concordo com as palavras de René Descartes, já
que as questões filosóficas e o ato de filosofar ajuda-nos ordenar a nossa
vida, a tomar decisões importantes e a encontrar os nossos valores. Por isso
sim,” viver sem filosofar é como ter os olhos fechados sem nunca procurar abri-los".
Sofia Santos,
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Imagem: René Descartes por Alessandro Lonati

