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23.1.12

Haverá algo de errado com esta publicidade?

"Manipular é fazer alguém aceitar ou fazer algo sem avaliar cuidadosamente as coisas por si."

A manipulação é uma forma comum de argumentar de modo falacioso, mas eficaz, porque leva o interlocutor a mudar as suas ideias ou as suas ações. Muitas vezes, os argumentos são simplesmente sugeridos, por isso somos seduzidos e não convencidos. Quando avaliamos cuidadosamente os argumentos descobrimos muitas vezes que estavamos a ser enganados.

Leia aqui e descubra o que há de errado com esta publicidade.

9.8.10

Alain de Botton - sucesso e fracasso

Palestra do filósofo Alain de Botton sobre a necessidade de "ultrapassar alguns pretensiosismos" relacionados com a forma redutora como entendemos o sucesso e o fracasso nas nossas vidas.
Traduzido para português por Sérgio Lopes.


4.8.10

Pulseiras e hologramas quânticos


"Não basta viver num regime democrático para sermos livres de verdade. A liberdade deve ser conquistada dia-a-dia opondo-se àqueles que ardilosamente tentam dominar-nos com os recursos dessa forma de ilusionismo mental que é a manipulação"
Afonso Lopez Quintás, A Manipulação do Homem através da Linguagem
Estamos constantemente sujeitos à manipulação sob os mais diversos aspectos, mas há fenómenos mais ou menos cíclicos de que O Segredo, as diversas Águas milagrosas e recentemente as pulseiras Power Balance, são exemplos esclarecedores.
O discurso manipulador ignora intencionalmente as razões (argumentos) centrando-se na sedução e na sugestão. Assim, quem manipula não procura convencer com argumentos mas antes explorar hábil e ardilosamente as fraquezas e a ignorância das pessoas desqualificando-as e desrespeitando-as.
Reconhecer e analisar falácias implica pensar criticamente para avaliar os argumentos mas também as crenças que aceitamos sem fundamento. O pensamento crítico é tanto ou mais importante quanto os novos (ou serão já muito velhos?) manipuladores se apresentam mais sofisticados do que os antigos contrabandistas de feira. Porque agora já não exploram apenas a ingenuidade e o senso comum, mas exploram também a ciência usando instituições e um discurso pretensamente científico para iludir os menos esclarecidos.
Vejamos:
"O Power Balance é um produto desenvolvido por um cientista da NASA...(alguns sítios referem um grupo de atletas)", qual cientista? Quais atletas? É um apelo à autoridade anónima visto as ditas entidades não serem nomeadas, tornando impossível confirmar se se trata de autoridades credíveis. Como não conhecemos a fonte nem a base da informação, não temos maneira de avaliar a sua veracidade e rigor.
"...Consiste num holograma quântico... (alguns sítios referem dois hologramas)", o que é um holograma quântico? Usam-se termos sem os explicar (terão explicação?) dando assim a impressão de erudição para cativar a audiência. Uma boa definição, por exemplo, deveria dizer com rigor de que fenómeno se trata e permitir a sua aplicação a casos concretos idênticos distinguindo-os de todos os outros. Mas como, se nem sequer sabemos qual é o fenómeno?
"... Através de vários testes pode-se comprovar visivelmente o aumento instantâneo do equilíbrio, da flexibilidade, da força..." quais testes? Pode-se comprovar como? Mais uma vez não se esclarece a cientificidade dos testes, nem se explica como podemos comprovar o dito milagre (as demonstrações não são esclarecedoras, podem ser combinadas ou resultado do efeito placebo).
Serão comprovados através do uso continuado da dita pulseira depois de a termos comprado?
Este assunto é desmascarado no AstroPt por Carlos Oliveira.

7.6.10

Das explicações míticas às explicações racionais

Palestra de David Deutsch, físico israelita, professor na universidade de Oxford, sobre a diferença entre as explicações mitológicas e as explicações científicas e o modo como isso "mudou o mundo". Pode ser visto em português do Brasil com tradução de Durval Castro.